segunda-feira, 13 de março de 2017

Matriz para o 2º Teste do 2º Período


Ensino Secundário - Curso de Ciências Sociais e Humanas e Curso Tecnológico

 

Matriz do 2º Teste (2ºPeríodo)

Ano Lectivo

2016 / 2017
Ano Curricular
11º
Disciplina
FILOSOFIA
Prova
ESCRITA
Duração (min)
90m
Competências
Conteúdos
Estrutura
Cotação
(pontos)
Critérios de Classificação



Reconhece as funções da crença, da verdade e da justificação na perspectiva tradicional do conhecimento.

Compreende as objecções de Gettier  face à visão tripartida do conhecimento.

Descreve a abordagem fenomenológica do ato de conhecer.

Explicita as posições filosóficas sobre o problema da origem do conhecimento.

Explicita as posições filosóficas sobre o problema da possibilidade do conhecimento.

Refletir sobre as virtualidades/limites do racionalismo/empirismo

Compreender a diferença entre a sofística e a Filosofia

Distinguir entre persuasão e manipulação

Conhecimento e Racionalidade Científica e    Tecnológica.
1. Descrição e interpretação da actividade cognoscitiva.

 1.1. A perspectiva tradicional do conhecimento – o conhecimento como crença verdadeira e justificada.
1.2. Perspetiva crítica à definição tradicional do conhecimento.
1.3. A perspetiva fenomenológica

2.      Análise comparativa de duas teorias explicativas do conhecimento.
2.1. O problema da origem do conhecimento:
Racionalismo – R. Descartes
Empirismo – D. Hume
2.2. O problema da possibilidade do conhecimento:
       Cepticismo – radical e moderado
       Fundacionismo racionalista
      

Obs.:   Possibilidade de integrar conteúdos sobre a Lógica Informal - Sofistas e Platão. Persuasão e Manipulação


Todas as questões dos grupos I, II e III são de resposta obrigatória.

     Grupo I
10 Questões de
escolha múltipla



Grupo II

2 questões de resposta breve




Grupo III
4 a 5 Questões de resposta extensa, com análise de texto
(possibilidade de integrar alíneas)








50 Pontos





30 Pontos









120 Pontos






v  Domínio dos conceitos

v  Domínio dos conteúdos

v  Expressão clara e correcta

v  Capacidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos

v  Capacidade de estabelecer relações oportunas entre os conteúdos.

v  Objectividade e rigor.

v  Técnica de análise de texto.
Total
200 Pontos

Material específico necessário: caneta de tinta preta e azul


PHILOSOPHY - Epistemology: Hume's Skepticism and Induction, Part 1 [HD]

O empirismo de David Hume

                                       Gruyaert

O EMPIRISMO DE DAVID HUME

Hume começa, tal como Locke, por considerar os conteúdos da mente, os objetos do entendimento humano ou – nas suas palavras – as percepções da mente ou materiais do pensamento. Hume divide estes conteúdos em impressões e ideias. Há uma clara distinção, já notada por Locke, entre sentir realmente dor, calor, raiva, ver uma paisagem, ouvir uma sirene ou desejar uma bebida fresca e recordar mais tarde ou imaginar estas experiências. Hume usa o termo «impressões» para indicar «as nossas percepções mais vividas, quando ouvimos, ou vemos, ou sentimos, ou amamos, ou odiamos».

As ideias têm menos força, são cópias fracas das impressões, trazidas à mente pela memória ou pela imaginação.

 Qual, para Hume, é a relação entre ideias e impressões? Hume afirma que «todas as nossas ideias ou percepções mais débeis são cópias das nossas impressões ou percepções mais “vividas”». Por outras palavras, as ideias derivam apenas da experiência. É claro que Hume sabe que algumas ideias – por exemplo, a minha ideia de unicórnio – não correspondem exactamente a uma impressão particular. Mas as partes que compõem a minha ideia de um unicórnio – ideias de cavalos e de chifres – são cópias de coisas que já vi no mundo. Limitei-me a combinar ideias derivadas da experiência de uma maneira nova. A ideia de Hume é que apesar de a mente parecer porventura quase ilimitada na sua capacidade de imaginar e pensar abstractamente, a matéria bruta sobre a qual ela opera é sempre extraída de impressões.

 É este o cerne do empirismo, e Hume oferece alguns argumentos em sua defesa. Sugere que pensemos nas nossas próprias ideias e que tentemos apontar uma que não dependa de uma impressão original. Ataca também directamente a ideia favorita dos racionalistas – a ideia de Deus –, e mostra que podemos adquiri-la pensando nas qualidades das nossas mentes exagerando depois tanto quanto quisermos o que há nelas de bom e de sábio. Finalmente, considera os indivíduos que têm falta de uma aptidão sensorial – os cegos, por exemplo – e nota que estes não têm nenhuma ideia de cor. A explicação, argumenta, é que as ideias são cópias das impressões, e que quem nunca teve impressões relevantes não pode ter as ideias correspondentes.

 Há certos factos sobre impressões e ideias que nas mãos de Hume têm consequências filosóficas de longo alcance. Comparadas com as impressões, as ideias são naturalmente fracas e obscuras e é fácil cometer dois tipos de erros quando pensamos sobre elas.

Em primeiro lugar, podemos confundir uma ideia com outra, podemos pensar que se justifica tirar uma certa conclusão acerca de uma ideia quando o que realmente acontece é que estamos a pensar numa ideia semelhante, mas diferente.

Em segundo lugar, e pior, usamos palavras para representar ideias, e o nosso discurso pode desenrolar-se alegremente mesmo que as partes relevantes da nossa linguagem não tenham correspondência com alguma ideia fixa ou determinada. Numa disputa filosófica, quando não estamos a falar em cavalos e de chifres, mas em ideias muito complexas e abstractas, é fácil termos uma conversa em que são usadas as mesmas palavras para mencionar coisas diferentes. Podemos até discutir sobre nada. A nossa disputa poderá ser sobre ideias ilusórias, meros fantasmas sem base na experiência – o equivalente filosófico dos unicórnios.

 Estas reflexões fornecem um procedimento que nos permite remover as ideias fictícias e encontrar saídas para as disputas filosóficas, e mesmo para acabar com elas. Hume escreve:

Quando por conseguinte temos alguma suspeita de que um termo filosófico é empregue sem nenhum significado ou ideia (como é muito frequente), basta-nos perguntar sobre a impressão de que a ideia supostamente deriva. E se for impossível encontrar alguma, isto servirá para confirmar a nossa suspeita. Ao clarificar assim as ideias, podemos razoavelmente esperar que possam ser removidos todos os conflitos que possam surgir sobre a sua natureza e realidade.

As consequências destas linhas são estonteantes.

 Consideremos a ideia de um eu durável, algo de substancial que persiste por detrás das muitas mudanças que experimentamos ao vivermos a vida. Suponho, por exemplo, que esta manhã sou essencialmente o mesmo eu que era quando me fui deitar a noite passada. Não só isso, acho também que sou o mesmo eu que era na juventude que desaproveitei. Acho que serei o mesmo eu enquanto viver. Sem dúvida, algumas coisas mudaram: cresci, ganhei algumas cicatrizes, o meu cabelo está a tornar-se um pouco grisalho. Contudo, parece haver algo de essencial, o meu verdadeiro eu, que persiste em todas estas alterações acidentais.

O EU

 Se concordarmos com o princípio de Hume sobre a relação entre ideias e impressões, e se estivermos convencidos de que o seu método de remover ideias fictícias é o caminho certo, temos apenas que perguntar: «De que impressão é a minha ideia derivada?» Ao olhar para dentro de mim, afirma Hume, não encontro nada, excepto uma série de impressões fugazes – ódio, amor, calor, dor, imagens, sons, cheiros e coisas do género –, mas nada permanente, nada que persista em todas as alterações. Em suma, nenhuma impressão corresponde à nossa ideia de eu. A ideia presente na palavra «eu» pode juntar-se a «unicórnio»: «eu» é uma palavra que expressa uma ideia ilusória, uma ficção da imaginação.


 Mas as coisas tornam-se muito piores. A abordagem que Hume faz da natureza do entendimento humano começa com uma distinção entre dois tipos de «objectos da razão humana»: relações de ideias e matérias de facto. As relações de ideias podem ser descobertas apenas pela razão. Podemos saber que os solteiros são homens não casados ou que duas vezes cinco é metade de vinte pensando apenas sobre as relações entre as ideias em causa. As matérias de facto, porém, podem apenas ser descobertas pela experiência. Podemos meditar o tempo que quisermos sobre a proposição de que o sol está a brilhar, mas só saberemos se ela é verdadeira olhando pela janela. Há outra diferença entre estes dois tipos de proposição. O contrário de uma matéria de facto é possível, mas se negarmos uma relação entre ideias verdadeira, incorremos numa contradição. O sol pode não ser brilhante, mas não se pode estar mais longe da verdade do que quando alegamos que os solteiros são casados.


James Garvey, The Twenty Greatest Philosophy Books (London, 2006, págs. 66-68). Trad. Maria Miguel Pires (rev. científica Logosferas).

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Matriz para o Teste de Filosofia de Fevereiro de 2017


Estrutura e Critérios de Avaliação 
Grupo I  - Questões de V e F  ou escolha múltipla 5x10 = 50 Pontos; 
Grupo II  Texto com 4 perguntas- 3x30 +20= 110 Pontos; 
(A Resposta tem que ser estruturada. Evidenciar domínio dos conteúdos. Não ter erros científicos.)
Grupo III - Questão de desenvolvimento. 40 Pontos Correcção escrita. Capacidade de exposição lógica. Ideias claras. Domínio dos conteúdos. (A filosofia cartesiana ou a filosofia de David Hume)


Conteúdos
1. O domínio do discurso argumentativo - a procura de adesão do auditório.
a. Distinção Demonstração e Argumentação.
b. A retórica como arte da persuasão: o orador, o discurso e o auditório (Ethos, Logos e Pathos)
c. Principais argumentos informais: Indutivos, por Analogia e de autoridade qualificada.
d. Principais falácias informais: Petição de princípio, ad verecundiam, ad hominem,ad ignorantiam, bola de neve (reação em cadeia), generalização apressada, boneco de palha, falso dilema.
e.  A crítica de Platão à Retórica. Argumentação de Górgias e de Sócrates. Os sofistas. Contexto e situação política e filosófica.
f. Persuasão e manipulação - os dois usos da retórica.
3. O conhecimento e a racionalidade científica e tecnológica.
a. As questões da epistemologia. 
b. Conhecimento "a priori" e "a posteriori"
c. Tipos de conhecimento.
d. Em que consiste a descrição fenomenológica do conhecimento
e. A definição clássica de conhecimento: A teoria da Crença Verdadeira e Justificada.
f. Objecções a esta teoria. Os contra-exemplos de Gettier (opcional)
4. Teorias explicativas do conhecimento.
A. O racionalismo inatista de Descartes 
O contexto da época: conflito entre duas formas de conhecimento.
O ceticismo da época. Argumentos.
A dúvida metódica: etapas e natureza da dúvida cartesiana.
A primeira verdade "Penso, logo existo"
A existência de ideias inatas. As três ideias inatas: Cogito; alma distinta do corpo e Deus.
A unidade do conhecimento humano. A inspiração matemática
A dúvida metódica. (natureza e etapas)
As provas da existência de Deus.
B. O empirismo de David Hume
A origem das ideias.
A relação de causa-efeito.
O conhecimento de relação de ideias e questões de facto.

Conclusão.
Competências:
1. Dominar os conhecimentos exigidos.

2. Compreender as várias teorias. 
3. Expor de forma clara e objectiva o pensamento. 
4. Definir com rigor os conceitos filosóficos. 
5. Usar de forma correcta os conceitos. 
6. Justificar com razões fortes as afirmações proferidas. 
7. Escrever correctamente. 

BOM ESTUDO E BOAS IDEIAS!!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Trabalho de grupo sobre dois Filósofos: René Descartes e David Hume

As Obras de leitura obrigatória:




René Descartes: Discurso do Método (Clique na hiperligação para aceder ao texto)

David Hume: Investigação sobre o Entendimento Humano (Clique na hiperligação para aceder ao texto)


Guião para a realização do trabalho.
1. Capítulos a analisar:

INVESTIGAÇÃO E OBJECTIVOS:

1. Além dos capítulos referidos da obra dos autores leia também obras de História da Filosofia.
2. Resuma cada um dos capítulos. Os temas, as teses, os argumentos, os conceitos fundamentais.

3. Responda às questões colocadas.
4. Elabore uma definição de todos os conceitos chave.
5. Contextualize a obra na época: principais opositores, cultura da época.
6. Coloque em evidência as ideias do autor e a sua importância para a história da Filosofia.
7. Elabore uma pequena biografia sobre o autor e dos autores citados

8. No final tente compreender e enunciar os problemas filosóficos que tratou no seu trabalho.

11A
Grupo 1: Leonor, Miranda, Debra
Grupo 2: Stefan, Medeiros, Guilherme
Grupo 3: Joana, Sousa e Gonçalo
Grupo 4: Violeta, Sol, Alves
Grupo 5: Carolina, Catarina, Tomás, Marta
Grupo 6: Lívia, Bárbara, Madalena
Grupo 7: Rodil, Lara, Cecília.


11ºE - Entrega a 25 de Janeiro
Grupo 1: Diogo, David, Isaac
Grupo 2: Vanessa, Tiago, Sofia,
Grupo 3: Marta, Onofre, Lisa
Grupo 4: Andreia, Beatriz, Laura
Grupo 5: Daniela, Bráz, João
Grupo 6: Margarida, Simões, Carolina
Grupo 7: Tiago, Maurício


AVALIAÇÂO:

Escrito: (30%)


Compreensão e análise correcta do texto, resumo em 3 páginas
Resposta correcta às questões em 2 páginas


Oral: (70%)
Domínio dos conteúdos - Cada aluno deverá falar (sem ler) no mínimo 5 m sobre o tema 
Interesse filosófico da exposição oral, boa colocação dos problemas e resposta adequada e fundamentada aos mesmos.
Linguagem correta.
Dinâmica de grupo
Originalidade do diapositivo


Logística:



Grupo de trabalho – 2/3 alunos
Sete grupos .
Apresentação por escrito – 5 páginas (Espaçamento 1,5 letra 11)
Apresentação oral: 20m

Data de entrega do trabalho por escrito, (impresso em papel): 24 e 30 de Janeiro - TODOS OS GRUPOS

Leituras e questões por Grupo:
GRUPO 1
OBRA : DESCARTES "O DISCURSO DO MÉTODO" - 1ª Parte 

1. Quem e o quê critica Descartes no primeiro capítulo? Porquê?
2. Que se propõe fazer para atingir um conhecimento certo?
3. Qual o contexto filosófico/cultural e científico que motivou Descartes a escrever o Discurso do Método?
4. Qual os temas tratados no 1º Capítulo de “O Discurso do Método” Explique.


GRUPO 2
OBRA : DESCARTES "O DISCURSO DO MÉTODO" - 2ª Parte
 

1. Que tarefa se propõe Descartes levar a cabo? Porquê e para quê?
2. Quais as regras do método que Descartes propõe? (2ºCap)
3. Qual a importância do método na procura do conhecimento?
4. Que modelo científico serve de inspiração à Filosofia cartesiana

5. Que argumento é utilizado para justificar essa tarefa


GRUPO 3

Obra: DESCARTES - 4ª Parte de “ O Discurso do Método” 
1. No quarto capítulo Descartes conclui que há três ideias que são indubitáveis (certas). Quais são?
2. O que são ideias indubitáveis e como chega Descartes a essas ideias?
3. Como prova Descartes a existência de Deus?
4. Qual a relação alma corpo?

GRUPO 4
Obra: HUME "Investigação sobre o entendimento humano" Sessão II, III, 

1. Qual a diferença entre sensações/impressões e ideias?
2. Como se constituem as ideias?
3. Qual o argumento utilizado para defender que todo o conhecimento começa com as impressões?
4. Como se realizam as associações de ideias?


GRUPO 5

Obra: HUME " Investigação sobre o entendimento Humano" Sessão IV 
1. Qual a origem de todo o conhecimento? Porquê?
2. Que diferentes conhecimentos podem existir?
3. Que se entende por causalidade ou causação? Qual a sua utilidade?
4. Quais os dois tipos de raciocínios? Em que consistem?


GRUPO 6
Obra: HUME "Investigação sobre o Entendimento Humano" Sessão  VII

1.O que são acontecimentos contingentes?
2. Qual o tema da Sessão  7? Explique.
3. Existe uma conexão necessária entre dois fenómenos da natureza?
4. Como explica Hume a relação de causa/efeito?


Grupo 7
Leitura do manual adoptado - das páginas 143 à 169
 

1. Qual a resposta cartesiana ao cepticismo (argumentos)?
2. Será Descartes céptico? Porquê
3. Indique um argumento para refutar a filosofia cartesiana.

4. De que modo Hume responde a Descartes?
5.Relacione estas duas perspectivas sobre o conhecimento: o Empirismo e o Racionalismo: Descartes e Hume



Apresentações orais: A preto 11A, a vermelho 11E
Grupo 1,2 e 3– 24 Janeiro ou 30 de Janeiro Grupos 4 e 5- 26 e 1 de Fevereiro
Grupo 6 e 7 – 31 Janeiro ou 
6 de Fevereiro




BOM TRABALHO!