quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Correcção da Prova de Avaliação de 7 de Dezembro 2009

1. Retórica é a Arte de persuadir através do discurso, é a arte de bem convencer e de bem falar. A retórica tem um lado positivo como forma de fundamentar de forma razoável as nossas preferências de modo a convencer um auditório quando não se sabe a verdade sobre certo assunto e se opta por aceitar uma argumentação que seja preferível, ou plausível (que possa ser apreciada pelo auditório) mas pode também utilizar recursos psicológicos e falaciosos o que conduz à manipulação.
2. Ethos, Pathos e Logos
3. Sendo o Ethos o domínio relativo ao orador, ao seu carisma, apresentação, carácter e credibilidade , são elementos que podem tornar mais eficaz a persuasão. O domínio do Logos é o domínio do discurso da qualidade da informação prestada, da sua fundamentação, da força dos argumentos utilizados e o Pathos relaciona-se com a capacidade que o discurso tem de gerar emoções no auditório, das características do auditório depende a eficácia do discurso retórico. As necessidades e espectativas do auditório, a sua forma de reagir ao que é dito são elementos importantes para a sua adesão à mensagem. Veja-se o caso da publicidade.

4. A demonstração é Constrigente, se aceitamos as premissas e se o argumento for válido temos de aceitar a conclusão, porque a conclusão segue-se necessariamente das premissas. A estrutura da argumentação não depende do auditório, é impessoal e universal, válida para qualquer auditório ou inválida, não depende do contexto. A verdade da conclusão é necessária e indiscutível se aceitarmos a verdade das premissas. A linguagem utilizada não é adequada a um contexto definido ou singular, é uma linguagem impessoal e isenta de ambiguidade. Pelo contrário na Retórica vale a arte de argumentar, é o domínio da persuasão visto que o assunto é susceptível de discussão. Argumentação serve para fundamentar uma perspectiva mas sem que esta se apresente como única, embora as premissas sejam verdadeiras a conclusão é provável, se utilizarmos argumentos informais. Diz respeito a valores, aos valores do orador e do auditório, às suas crenças e convicções e utiliza uma linguagem natural, cuja eficácia depende do contexto e do auditório.
5. Argumentos indutivos q são generalizações ou previsões a partir de uma amostra, isto é a partir de determinados factos retira-se uma conclusão que se aplica a todos os factos com as mesmas características. Ainda o argumento de analogia que faz uma comparação entre elementos diferentes mas com semelhanças no assunto que queremos concluir. Argumentos de causa, trata-se de encadear relações de causa efeito onde se justifica o efeito pela sua causa; argumentos de autoridade qualificada em que se justifica a conclusão com o recurso à opinião/teoria de um especialista na área.
6. Exemplo: Argumento de autoridade: A Amnistia internacional revela a existência de violações de mulheres nos campos dos refugiados de Darfur no Sudão, logo há violações dos direitos humanos em alguns campos de refugiados.

7. Argumento falacioso é aquele que parece ser válido mas não é válido ou porque tem premissas falsas ou porque as premissas não são suficientes ou relevantes para retirar uma conclusão. Por ter uma falsa aparência este argumento é enganador. Pode ser eficaz pela força psicológica mas não tem validade lógica.

8. Argumento ad baculum, ataque ao homem, falácia de premissas irrelevantes, porque se quer atacar a Filosofia de Nietzsche atacando a pessoa, sendo a Sífilis irrelevante para a conclusão do valor da obra.

9. Argumento de apelo ao povo, ad populum, apela-se ao espírito do povo, à insegurança sentida pelas pessoas para causar um efeito de catástrofe da qual a lista X é a salvação. Argumento inválido pois as premissas são irrelevantes para a conclusão-

10. Inválido.Falácia Tollens, num argumento hipotético, negar o antecedente não permite, logicamente, negar o consequente.

11. Falsa Causa, não há relação de causa efeito entre as premissas e a conclusão. Falsa pressuposição. O facto de um factor ser positivo não se segue que todos os sejam, visto que não há qualquer relação entre ambos. Também pode ser post doc post hoc ergo propter hoc , depois disso, logo, por causa disso". Um autor comete a falácia quando pressupõe que, por uma coisa se seguir a outra, então aquela teve de ser causada por esta.

12.

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