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Jonathan Dancy (1990), Epistemologia Contemporânea, Ed.70, Lx
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Jonathan Dancy (1990), Epistemologia Contemporânea, Ed.70, Lx
Diz-se frequentemente que o conhecimento aspira à verdade, no sentido em que quando acreditamos numa proposição, acreditamos que ela é o caso (i. e. que é verdadeira). Quando aquilo em que acreditamos é verdadeiro, dá-se uma coincidência entre o que pensamos ser o caso e o que é o caso. Acertamos na verdade. No entanto, se a mera crença verdadeira é suficiente para 'acertar' na verdade, podemos interrogar-nos porque é que os epistemólogos, na sua busca por uma boa definição de conhecimento, não se dão imediatamente por satisfeitos, aceitando que conhecimento não é mais do que crença verdadeira - i. e. acertar na verdade.
Há realmente uma boa razão que explica porque é que os epistemólogos não se contentam com a ideia de conhecimento como crença verdadeira. É que uma pessoa pode possuir uma crença verdadeira por acaso, situação em que não poderíamos atribuir-lhe mérito por acertar na verdade. Suponhamos que Henrique fica convencido de que o cavalo Moça Sortuda irá ganhar a próxima corrida só porque achou o nome do cavalo engraçado. Esta não é claramente uma boa base sobre a qual devêssemos construir uma crença acerca do vencedor da próxima corrida de cavalos, visto que o facto de acharmos o nome do cavalo apelativo não tem influência sobre a prestação deste durante a corrida.
Suponhamos, no entanto, que a crença de Henrique acaba por se tornar verdadeira, que Moça Sortuda ganha de facto a corrida. É isto conhecimento? Intuitivamente não, pois a crença é verdadeira apenas por uma questão de sorte. Não esqueçamos que o conhecimento é algo que se alcança, algo que resulta do mérito de alguém, não podendo ser aquilo que alcançamos puramente por uma questão de sorte.
Para enfatizar este ponto, pensemos por um momento no que significa alcançar um feito noutra área, como no tiro com arco. Se alguém é um bom arqueiro, ao tentar atingir o centro do alvo em condições favoráveis (por exemplo, sem um vento demasiado forte), atingi-lo-á habitualmente. É isso que significa ser um bom arqueiro. A palavra 'habitualmente' é aqui importante, porque àqueles que não são bons arqueiros acontece-lhes às vezes acertar no centro do alvo, mas não habitualmente. É possível que apontem a seta e que, por sorte, atinjam o centro do alvo. Mas significa isto que quem acerta numa ocasião é um bom arqueiro? Não, pela simples razão de que essas pessoas não seriam capazes de repetir a façanha. Se tentassem outra vez o mais certo era que a seta desaparecesse no céu.
Possuir conhecimento é algo semelhante. Imaginemos que uma crença é uma seta que apontamos ao alvo, neste caso a verdade. Atingir o alvo e formar uma crença verdadeira é acertar, visto que temos sucesso numa dada ocasião. No entanto, formar uma crença verdadeira não é suficiente para possuir conhecimento, tal como não basta acertar no centro do alvo por mera sorte para se ser um bom arqueiro. O conhecimento tem de ser um resultado dos nossos esforços, em vez de um resultado que se alcança por puro acaso. Isto quer dizer que o modo como formamos uma crença deve, em circunstâncias normais, conduzir habitualmente à verdade.
Henrique, que forma a crença verdadeira de que Moça Sortuda ganhará a corrida só porque gostava do nome do cavalo, é como a pessoa a quem aconteceu acertar no alvo e que não é um bom arqueiro. Formar uma crença sobre a possível vitória de um cavalo, considerando apenas se o seu nome tem ou não tem graça, conduzirá habitualmente à formação de uma crença falsa.
Comparemos Henrique com alguém que genuinamente sabe que a corrida será ganha por Moça Sortuda. Essa pessoa pode ser, por exemplo, um poderoso gangster que viciou a corrida, drogando os outros cavalos para que Moça Sortuda ganhasse. Ele sabe que a corrida será ganha por Moça Sortuda, pois o modo como ele formou a sua crença, baseando-se na informação privilegiada de que dispunha para pensar que Moça Sortuda não poderia perder, conduzi-lo-á normalmente a uma crença verdadeira. Não é por uma questão de sorte que o gangster atinge o alvo da verdade.
Deste modo, o desafio para os epistemólogos é explicar o que é necessário juntar à mera crença verdadeira de modo a que se obtenha conhecimento. Em particular, os epistemólogos precisam de explicar o que tem de ser acrescentado à crença verdadeira para capturar esta ideia de que o conhecimento, em contraste com a mera crença verdadeira, é um autêntico feito do agente, algo de que ele é responsável, no sentido de uma crença obtida não apenas por uma questão de sorte.
Duncan Pritchard, What is This Thing Called Knowledge? (Abington & New York: 2006, p. 6). Trad. Carlos Marques.
DEFINIÇÃO DO CONCEITO DE CONHECIMENTO - Teoria tradicional do conhecimento
1.Crença e Verdade
Devemos fazer notar duas ideias que fazem parte do conceito de conhecimento. Primeiro, se S sabe que p (que uma proposição é verdadeira), então tem de acreditar que p. Segundo, se S sabe que p, então p tem de ser verdadeira. O conhecimento requer tanto a crença quanto a verdade. Comecemos pela segunda ideia. As pessoas às vezes dizem que sabem coisas que mais tarde se revelam falsas. Mas isto não é saber coisas que são falsas, é pensar que se sabem coisas que, de facto, são falsas.
O conhecimento tem um lado subjectivo e um lado objectivo. Um facto é objectivo se a sua verdade não depende de como é a mente das pessoas. É um facto objectivo que a Serra da Estrela está 2 000 metros acima do nível do mar. Um facto é subjectivo se não é objectivo. O exemplo mais óbvio de um facto subjectivo é uma descrição do que acontece na mente de alguém.
Se uma pessoa acredita ou não que a Serra da Estrela está a 2 000 metros acima do nível do mar é uma questão subjectiva, mas se a montanha tem realmente essa propriedade é uma questão objectiva. O conhecimento requer tanto um elemento subjectivo como um elemento objectivo. Para que S conheça p, p tem de ser verdadeira e o sujeito, S, tem de acreditar que p é verdadeira.
2.Terceiro Requisito: Justificação
Apontei duas condições necessárias para o conhecimento: o conhecimento requer crença e requer verdade. Mas será que isto é suficiente? Será que estas duas condições não são apenas separadamente necessárias, mas também conjuntamente suficientes? é a crença verdadeira suficiente para o conhecimento?
Pensemos num indivíduo, Clyde, que acredita na história do Dia do Porco do Campo. Clyde pensa que se o Porco do Campo vir a sua própria sombra, a Primavera virá mais tarde. Suponha-se que Clyde põe este princípio idiota em prática este ano. Ele tem informações que o fazem pensar que a Primavera virá mais tarde. Suponha-se que Clyde acaba por ter razão acerca deste facto. Se não existir nenhuma conexão lógica entre o facto de o porco do campo ter visto a sua própria sombra e o facto de a Primavera vir mais tarde, então Clayde terá uma crença verdadeira (a Primavera virá tarde), mas não terá conhecimento.
Que será então necessário, para além da crença verdadeira, para que alguém possua conhecimento? A sugestão mais natural é a de que o conhecimento requer dados de apoio, ou uma justificação racional. Note-se que ter uma justificação não é apenas pensar que se tem uma razão para acreditar em algo.
Que significa dizer que um indivíduo tem uma crença “justificada” na proposição p? Uma justificação pode ter a forma de um argumento dedutivo, de um argumento indutivo ou de um argumento abdutivo. Talvez existam outras opções além destas três. Mas, o que quer que seja que entendemos por “justificação”, parece plausível dizer que as crenças que são defendidas irracionalmente não são casos de conhecimento (mesmo que elas sejam verdadeiras).
O que é o conhecimento?
Elliott Sober
A primeira dificuldade da posição de Leibniz é que a sua resposta
ao problema lógico do mal limita-se a explicar genericamente, mas não em
particular, como os males são compatíveis com a divindade teísta. Considere-se
um caso particular de sofrimento: uma criança de cinco anos, com uma doença
grave e incurável, morre, depois de dois anos de sofrimento intenso. Não só
sofreu ela, como sofreram os pais e familiares da criança, assim como os seus
amigos; além disso, foram gastos recursos imensos que poderiam ter sido usados
para fazer coisas criativas, como pintar quadros, praticar desportos ou
escrever sonatas. Leibniz não nos diz em pormenor qual é o bem maior do qual
todo este sofrimento é uma componente fundamental. Claro que podemos imaginar
alguns desses bens: o estoicismo da própria criança, a abnegação dos pais e
familiares, o profissionalismo e empatia profunda de médicos e enfermeiros.
Contudo, é pura e simplesmente falso que, do nosso ponto de vista, estes bens
superem o mal daquele sofrimento — basta pensar que nenhum progenitor que não
seja perverso provocaria aquela doença no seu filho só porque daí resultam
alguns bens.
Esta dificuldade, porém, tem uma resposta óbvia da parte de
Leibniz. Claro que não sabemos em pormenor quais são os bens maiores que fazem
parte dos males que nos parecem gratuitos, diria ele; não o sabemos porque
somos limitados. Porém, dado que se prova facilmente que a divindade teísta é
logicamente incompatível com males gratuitos, levar a sério a existência dessa
divindade obriga a levar a sério a ideia de que não há realmente males
gratuitos. Esta ideia tem de ser levada a sério, por mais que isso nos pareça
estranho e por mais que sejamos incapazes de explicar em pormenor que bens são
esses que são constituídos por males aparentemente gratuitos. Tem de ser levada
a sério porque não há outra maneira de tornar a divindade teísta compatível com
o mal.
A primeira dificuldade recebe uma resposta óbvia, e perfeitamente
razoável, mas acaba por levantar uma dificuldade muitíssimo mais importante e
aparentemente fatal.
Muito humildemente, Leibniz considera que somos demasiado
limitados para saber em pormenor quais são os bens que superam e tornam
necessários os males evidentes. Porém, se somos limitados para saber isso, também
somos limitados para saber se Deus existe ou não. É incoerente, ou pelo menos
arbitrário, aceitar que não há a possibilidade de erro quando consideramos que
sabemos que Deus existe, mas que somos demasiado limitados para saber quais são
os bens que dão sentido aos males e os anulam. Ou somos demasiado limitados nos
dois casos, ou em nenhum, porque é tão difícil saber se Deus existe, como
difícil é saber quais são os bens que superam e anulam os males evidentes, caso
Deus exista.
Em suma, a resposta de Leibniz ao problema do mal parece
epistemicamente incoerente, ou pelo menos arbitrária.
Desidério
Murcho in O estado da Arte
Leibniz (na Teodiceia) encarregou-se de
defender um Criador acusado de crimes sem paralelo. A sua defesa reside em dois
pontos. O primeiro é que o acusado não podia ter agido de outra forma. Como
qualquer outro agente, estava limitado às possibilidades que tinha à Sua
disposição. O outro ponto invoca o argumento de todas as ações do Criador
acontecerem para o melhor, de facto. Uma parte da defesa é uma investigação às
causas das ações do acusado, enquanto a outra tem a ver com a verdadeira
natureza das suas consequências no mundo. É aqui que as teses de Leibniz
parecem não só anteriores à experiência, mas nitidamente imunes a ela. Para
esse efeito, deixa bem claro que qualquer facto, por horrível que seja, é
compatível com a tese deste mundo ser o melhor dos mundos possíveis.
A afirmação de Leibniz não é uma teoria sobre a bondade deste mundo; diz-nos
simplesmente que nenhum outro mundo teria sido melhor. Aqueles que tentaram
contradizê-lo terão como resposta que não sabem o suficiente para o fazer, o
que será certamente verdade. (…)
A defesa da justiça divina feita por Leibniz depende da divisão de
toda a nossa aflição em mal metafísico, natural e moral. Será esta classificação,
associada à hipótese de haver uma relação causal entre aqueles males, que nos
parecerá violentamente necessitada de defesa. Para Leibniz, o mal metafísico é
uma degeneração inerente ao limite da(s) substância(s) de que o mundo é feito.
O mal natural é a dor e o sofrimento que sentimos nele. O mal moral é o crime
pelo qual o mar natural é a punição inevitável. A suposição de o mal moral e
natural terem uma relação de causa efeito nunca foi sujeita por Leibniz a uma
pesquisa minuciosa. (…)
Há muito tempo, a vida era como devia ser. A terra era um jardim
onde tudo era bom. A fome era saciada sem esforço; as crianças nasciam sem dor.
Não conhecíamos morte, nem vergonha, nem ruína. Se tivéssemos de conceber um
mundo, não o faríamos assim?
Se as coisas deviam ser desta maneira, alguma coisa deve explicar
como elas são. A ideia de que o problema foi causado pelos pecados dos nossos
antepassados não depende do que eles fizeram. Lamentarmos que provar o tipo
errado de fruta tenha sido suficiente para uma sentença de morte pender sobre a
cabeça de todos os descendentes, é falhar a questão filosófica essencial, e as
tentativas cristãs de fazer aquela ação parecer pior do que foi, são vãs. Uma
coisa trivial parece a explicação mais apropriada. O que conta, em primeiro
lugar, não é a justiça da relação entre o que eles fizeram e o que sofreram,
mas se deve haver alguma relação. Porque acontecem as coisas más? Porque se
fizeram as coisas más? Mais vale ter alguma explicação causal do que permanecer
no escuro. Relacionar o pecado com o sofrimento é separar os males do mundo em
males morais e naturais, e criar desse modo um contexto para perceber as
atribulações humanas.
Susan
Neiman, O mal no pensamento moderno, Gradiva, Lx, 2005, p.37 e 38
Este elemento de avaliação é composto por DOIS TESTES, cada um é avaliado de 0 a 20 valores. Cada teste avalia competências diferentes:
O 1º Teste avalia a competência do domínio dos conceitos - Conceptualização - que vale 30% na avaliação final.
O 2º Teste destina-se a avaliar as competências de Problematização e Argumentação que valem 45% na avaliação final.
Estrutura e cotações:
1º Teste – Conceptualização - Total – 200 Pontos – Grupo I -10 questões de escolha múltipla (10x15 pontos=150 pontos); Grupo II - 2 questões de definição de conceito (2x25 pontos=50 pontos)
2º Teste – Problematização e Argumentação - Total -200 Pontos - Grupo I – Duas questões de argumentação (25 + 25); Grupo II - Três questões de problematização e argumentação (25 + 40 + 25); Grupo III - Uma questão de análise de texto e uma questão de construção argumentativa ( 30+ 30);
Conteúdos/Competências:
Filosofia da Arte e filosofia da religião
Filosofia da arte
Formular o problema da definição de arte, justificando a sua importância filosófica.
Enunciar as teorias essencialistas e não essencialistas.
Distinguir teorias essencialistas de teorias não essencialistas.
Clarificar os conceitos, teses e argumentos das cinco teorias da arte: representacionista, expressivista, formalista, institucional e histórico-intencional.
Analisar criticamente as 5 teorias de definição de arte, apresentando e justificando as respetivas objeções e contra exemplos.
Filosofia da Religião
Formular o problema da existência de Deus, justificando a sua importância filosófica
Explicitar o conceito teísta de Deus.
Enunciar os argumentos ontológico (Anselmo), cosmológico e teleológico (Aquino) e teleológico (W.Palley)
Compreender os argumentos ontológico (Anselmo), cosmológico e teleológico (Aquino), e teleológico (W.Palley)
Analisar criticamente os argumentos ontológico, cosmológico e teleológico, enunciando e justificando as respetivas objeções.
Definir “Fideísmo”.
Apresentar “ A aposta de Pascal” como aposta fideísta.
Distinguir o fideísmo radical de Kierkegaard do fideísmo moderado de Pascal.
Colocar objeções ao fideísmo.
Consideremos
este ponto e digamos o seguinte: “Ou Deus existe ou não existe.” Mas qual das
alternativas devemos escolher? A razão não pode determinar nada: existe um
infinito caos que nos divide. No ponto extremo desta distância infinita, uma
moeda está sendo girada e terminará por cair como cara ou coroa. Em que você
aposta?
Blaise Pascal, Pensamentos (edição
póstuma, 1844)
De acordo com Pascal, de
uma forma ou de outra, todos nós jogamos dados com Deus, mesmo que ele não
jogue dados com o Universo.
Pascal admitiu que é
impossível “provar” que Deus existe – de facto, afirmou ele, a razão humana é
incapaz de provar qualquer coisa com certeza. O que levaria a pensar que Pascal
era agnóstico, mas não é verdade. Afinal, para ele, a principal pergunta
residia no facto de ser conveniente a alguém acreditar na existência de Deus, e
a sua resposta era que seriamos tolos se não acreditássemos. Isso faz de Pascal
um teísta, pois tentou mostrar matematicamente que seria um péssimo negócio não
acreditar em Deus.
A matemática que Pascal
empregou trabalhava no campo das Probabilidades, que ele ajudou a inventar (esperava
convencer especialmente os seus amigos aristocráticos, que eram jogadores
fanáticos). Bom, no modo de ver de Pascal, a crença ou a descrença que você possa
ter em Deus implica uma aposta.
Ora, se Deus existe e a
“Sagrada Escritura” são verdadeiros, a nossa crença vai dar-nos (em tese)
infinita felicidade após a morte.
Se Deus não existe, tudo
o que teríamos a perder acreditando em Deus seriam os prazeres finitos de uma
vida finita. Mesmo porque, se acharmos que as chances da existência de Deus são
próximas de zero – Pascal sugere que elas estão perto de 50 % – a única coisa
racional que podemos fazer é jogar o jogo. E como qualquer percentagem finita
do infinito tende a ser infinita também, o raciocínio mediante este conceito
mostra que devemos acreditar em Deus.
Indo pelo outro lado da
moeda, se nos recusarmos a acreditar em Deus e estivermos errados, seremos condenados
às penas infernais, pois seremos pecadores. E tomando por base que as
probabilidades que isso aconteça são enormes, não restaria nada mais do que
seguir o glorioso Deus e viver feliz para sempre.
É claro que poderíamos
ainda resistir à razão, mas isso só aconteceria se permitíssemos que as nossas paixões sufocassem o que temos de
melhor. De acordo com o nosso amigo Pascal, os desejos podem ser controlados se
procedermos como se acreditássemos em Deus e participássemos de bons rituais
cristãos. E se, nos habituarmos a isso, terminamos por descobrir que, largando
os hábitos pouco saudáveis, ficaríamos até mais felizes do que antes e isso, na
visão de Pascal, é o verdadeiro benefício da aposta. Interessante?
André Carvalho texto retirado daqui