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quarta-feira, 25 de setembro de 2024

Texto para análise/resumo Filipa 11C

 


DEFINIÇÃO DO CONCEITO DE CONHECIMENTO - Teoria tradicional do conhecimento

1.Crença e Verdade

Devemos fazer notar duas ideias que fazem parte do conceito de conhecimento. Primeiro, se S sabe que p (que uma proposição é verdadeira), então tem de acreditar que p. Segundo, se S sabe que p, então p tem de ser verdadeira. O conhecimento requer tanto a crença quanto a verdade. Comecemos pela segunda ideia. As pessoas às vezes dizem que sabem coisas que mais tarde se revelam falsas. Mas isto não é saber coisas que são falsas, é pensar que se sabem coisas que, de facto, são falsas.

O conhecimento tem um lado subjectivo e um lado objectivo. Um facto é objectivo se a sua verdade não depende de como é a mente das pessoas. É um facto objectivo que a Serra da Estrela está 2 000 metros acima do nível do mar. Um facto é subjectivo se não é objectivo. O exemplo mais óbvio de um facto subjectivo é uma descrição do que acontece na mente de alguém.

Se uma pessoa acredita ou não que a Serra da Estrela está a 2 000 metros acima do nível do mar é uma questão subjectiva, mas se a montanha tem realmente essa propriedade é uma questão objectiva. O conhecimento requer tanto um elemento subjectivo como um elemento objectivo. Para que S conheça p, p tem de ser verdadeira e o sujeito, S, tem de acreditar que p é verdadeira.

2.Terceiro Requisito: Justificação

Apontei duas condições necessárias para o conhecimento: o conhecimento requer crença e requer verdade. Mas será que isto é suficiente? Será que estas duas condições não são apenas separadamente necessárias, mas também conjuntamente suficientes? é a crença verdadeira suficiente para o conhecimento?

Pensemos num indivíduo, Clyde, que acredita na história do Dia do Porco do Campo. Clyde pensa que se o Porco do Campo vir a sua própria sombra, a Primavera virá mais tarde. Suponha-se que Clyde põe este princípio idiota em prática este ano. Ele tem informações que o fazem pensar que a Primavera virá mais tarde. Suponha-se que Clyde acaba por ter razão acerca deste facto. Se não existir nenhuma conexão lógica entre o facto de o porco do campo ter visto a sua própria sombra e o facto de a Primavera vir mais tarde, então Clayde terá uma crença verdadeira (a Primavera virá tarde), mas não terá conhecimento.

Que será então necessário, para além da crença verdadeira, para que alguém possua conhecimento? A sugestão mais natural é a de que o conhecimento requer dados de apoio, ou uma justificação racional. Note-se que ter uma justificação não é apenas pensar que se tem uma razão para acreditar em algo.

Que significa dizer que um indivíduo tem uma crença “justificada” na proposição p? Uma justificação pode ter a forma de um argumento dedutivo, de um argumento indutivo ou de um argumento abdutivo. Talvez existam outras opções além destas três. Mas, o que quer que seja que entendemos por “justificação”, parece plausível dizer que as crenças que são defendidas irracionalmente não são casos de conhecimento (mesmo que elas sejam verdadeiras).

 O que é o conhecimento?

Elliott Sober

 

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Texto para resumo Giovana- O conhecimento não pode surgir da sorte ou do acaso

Diz-se frequentemente que o conhecimento aspira à verdade, no sentido em que quando acreditamos numa proposição, acreditamos que ela é o caso (i. e. que é verdadeira). Quando aquilo em que acreditamos é verdadeiro, dá-se uma coincidência entre o que pensamos ser o caso e o que é o caso. Acertamos na verdade. No entanto, se a mera crença verdadeira é suficiente para 'acertar' na verdade, podemos interrogar-nos porque é que os epistemólogos, na sua busca por uma boa definição de conhecimento, não se dão imediatamente por satisfeitos, aceitando que conhecimento não é mais do que crença verdadeira - i. e. acertar na verdade.
Há realmente uma boa razão que explica porque é que os epistemólogos não se contentam com a ideia de conhecimento como crença verdadeira. É que uma pessoa pode possuir uma crença verdadeira por acaso, situação em que não poderíamos atribuir-lhe mérito por acertar na verdade. Suponhamos que Henrique fica convencido de que o cavalo Moça Sortuda irá ganhar a próxima corrida só porque achou o nome do cavalo engraçado. Esta não é claramente uma boa base sobre a qual devêssemos construir uma crença acerca do vencedor da próxima corrida de cavalos, visto que o facto de acharmos o nome do cavalo apelativo não tem influência sobre a prestação deste durante a corrida.
Suponhamos, no entanto, que a crença de Henrique acaba por se tornar verdadeira, que Moça Sortuda ganha de facto a corrida. É isto conhecimento? Intuitivamente não, pois a crença é verdadeira apenas por uma questão de sorte. Não esqueçamos que o conhecimento é algo que se alcança, algo que resulta do mérito de alguém, não podendo ser aquilo que alcançamos puramente por uma questão de sorte.
Para enfatizar este ponto, pensemos por um momento no que significa alcançar um feito noutra área, como no tiro com arco. Se alguém é um bom arqueiro, ao tentar atingir o centro do alvo em condições favoráveis (por exemplo, sem um vento demasiado forte), atingi-lo-á habitualmente. É isso que significa ser um bom arqueiro. A palavra 'habitualmente' é aqui importante, porque àqueles que não são bons arqueiros acontece-lhes às vezes acertar no centro do alvo, mas não habitualmente. É possível que apontem a seta e que, por sorte, atinjam o centro do alvo. Mas significa isto que quem acerta numa ocasião é um bom arqueiro? Não, pela simples razão de que essas pessoas não seriam capazes de repetir a façanha. Se tentassem outra vez o mais certo era que a seta desaparecesse no céu.
Possuir conhecimento é algo semelhante. Imaginemos que uma crença é uma seta que apontamos ao alvo, neste caso a verdade. Atingir o alvo e formar uma crença verdadeira é acertar, visto que temos sucesso numa dada ocasião. No entanto, formar uma crença verdadeira não é suficiente para possuir conhecimento, tal como não basta acertar no centro do alvo por mera sorte para se ser um bom arqueiro. O conhecimento tem de ser um resultado dos nossos esforços, em vez de um resultado que se alcança por puro acaso. Isto quer dizer que o modo como formamos uma crença deve, em circunstâncias normais, conduzir habitualmente à verdade.
Henrique, que forma a crença verdadeira de que Moça Sortuda ganhará a corrida só porque gostava do nome do cavalo, é como a pessoa a quem aconteceu acertar no alvo e que não é um bom arqueiro. Formar uma crença sobre a possível vitória de um cavalo, considerando apenas se o seu nome tem ou não tem graça, conduzirá habitualmente à formação de uma crença falsa.
Comparemos Henrique com alguém que genuinamente sabe que a corrida será ganha por Moça Sortuda. Essa pessoa pode ser, por exemplo, um poderoso gangster que viciou a corrida, drogando os outros cavalos para que Moça Sortuda ganhasse. Ele sabe que a corrida será ganha por Moça Sortuda, pois o modo como ele formou a sua crença, baseando-se na informação privilegiada de que dispunha para pensar que Moça Sortuda não poderia perder, conduzi-lo-á normalmente a uma crença verdadeira. Não é por uma questão de sorte que o gangster atinge o alvo da verdade.
Deste modo, o desafio para os epistemólogos é explicar o que é necessário juntar à mera crença verdadeira de modo a que se obtenha conhecimento. Em particular, os epistemólogos precisam de explicar o que tem de ser acrescentado à crença verdadeira para capturar esta ideia de que o conhecimento, em contraste com a mera crença verdadeira, é um autêntico feito do agente, algo de que ele é responsável, no sentido de uma crença obtida não apenas por uma questão de sorte.
 

Duncan Pritchard, What is This Thing Called Knowledge? (Abington & New York: 2006, p. 6). Trad. Carlos Marques.

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Texto Teeteto -representação de um diálogo Socrático, discussão sobre o que é conhecer algo

Parte 1

Teeteto — Realmente, Sócrates, exortando-me como o fazes, fora vergonhoso não esforçar-

me para dizer com franqueza o que penso. Parece-me, pois, que quem sabe alguma coisa

sente o que sabe. Assim, o que se me afigura neste momento é que conhecimento não é

mais do que sensação.

Sócrates — Bela e corajosa resposta, menino. É assim que devemos externar o pensamento.

Porém examinemos juntos se se trata, realmente, de um feto viável ou de simples aparência.

Conhecimento, disseste, é sensação?

Teeteto — Sim.

Sócrates — Talvez tua definição de conhecimento tenha algum valor; é a definição de

Protágoras; por outras palavras ele dizia a mesma coisa. Afirmava que o homem é a medida

de todas as coisas, da existência das que existem e da não existência das que não existem.

Decerto já leste isso?

Teeteto — Sim, mais de uma vez.

Sócrates — Não quererá ele, então, dizer que as coisas são para mim conforme me

aparecem, como serão para ti segundo te aparecerem? Pois eu e tu somos homens.

Teeteto — É isso, precisamente, o que ele diz

Sócrates — Ora, é de presumir que um sábio não fale aereamente. Acompanhemo-lo, pois.

Por vezes não acontece, sob a ação do mesmo vento, um de nós sentir frio e o outro não?

Um ao de leve, e o outro intensamente?

Teeteto — Exato.

Sócrates — Nesse caso, como diremos que seja o vento em si mesmo: frio ou não frio? Ou

teremos de admitir com Protágoras que ele é frio para o que sentiu arrepios e não o é para o

outro?

Teeteto — Parece que sim.

Sócrates — Não é dessa maneira que ele aparece a um e a outro?

Teeteto — É.

Sócrates — Ora, este aparecer não é o mesmo que ser percebido?

Teeteto — Perfeitamente.

Sócrates — Logo, aparência e sensação se equivalem com relação ao calor e às coisas do

mesmo gênero; tal como cada um as sente, é como elas talvez sejam para essa pessoa.

Teeteto — Talvez.

Sócrates — A sensação é sempre sensação do que existe, não podendo, pois, ser ilusória,

visto ser conhecimento.

Teeteto — Parece que sim.

Sócrates — Então, em nome das Graças, não teria Protágoras, esse poço de sabedoria,

falado por enigmas para a multidão sem número, na qual nos incluímos, porém dito em

segredo a verdade para seus discípulos?

Teeteto — Que queres dizer com isso, Sócrates?

Sócrates — Vou explicar-me, e não será argumento sem valor, a saber: que nenhuma coisa

é una em si mesma e que não há o que possas denominar com acerto ou dizer como é

constituída. Se a qualificares como grande, ela parecerá também pequena; se pesada, leve, e

assim em tudo o mais, de forma que nada é uno, ou algo determinado ou como quer que

seja

(…)Sócrates — Se é assim, meu filho, que novo argumento poderá aduzir quem diz que a

sensação é conhecimento e que o que parece a cada um de nós é para todos precisamente

como parece ser?

Teeteto — Sinto-me acanhado, Sócrates, de declarar que não sei como responder, pois há

pouco me repreendeste por eu ter dito isso mesmo. Mas, para dizer a verdade, não poderei

contestar que os loucos e os sonhadores não formam, de fato, opiniões falsas, como no caso

de se imaginarem deuses os primeiros, ou de pensarem os outros, durante o sonho, que têm

asas e que podem voar .

Sócrates — E não te ocorre, também, outra objeção no que respeita ao sono e à vigília?

Teeteto — Qual?

Sócrates — A que, a meu ver, já deves ter ouvido com freqüência, sobre o argumento

decisivo que poderias apresentar a quem perguntasse de improviso se neste momento não

estamos dormindo e se não é sonho tudo o que pensamos, ou se estamos realmente

acordados e entretidos a conversar?

Teeteto — Em verdade, Sócrates, sinto-me indeciso na escolha do argumento, pois em

ambos os estados tudo se passa exatamente do mesmo modo. Nada impede de admitir que o

que acabamos de conversar tivesse sido dito em sonhos; e quando imaginamos em sonhos

contar que sonhamos, é admirável a semelhança com o que se passa no estado de vigília

(…)

Como diremos, Teodoro? Se a verdade para cada indivíduo é o que ele alcança pela

sensação; se as impressões de alguém não encontram melhor juiz senão ele mesmo, e se

ninguém tem autoridade para dizer se as opiniões de outra pessoa são verdadeiras ou falsas,

formando, ao revés disso, cada um de nós, sozinho, suas opiniões, que em todos os casos

serão justas e verdadeiras: de que jeito, amigo, Protágoras terá sido sábio, a ponto de passar

por digno de ensinar os outros e de receber salários astronômicos, e por que razão teremos

nós de ser ignorantes e de frequentar suas aulas, se cada um for a medida de sua própria

sabedoria? Não nos assiste o direito de afirmar que tudo isso na boca de Protágoras não

passava de frase para armar o efeito? No que me diz respeito e à minha arte de parteiro,

nem me refiro ao ridículo que provocamos, o que, aliás, se poderia tornar extensivo a toda a

arte da conversação. Pois analisar e procurar refutar as fantasias e opiniões de outras

pessoas, dado que todas sejam certas para cada um de nós, não será o cúmulo da sensaboria

e da tolice, se A Verdade de Protágoras for realmente verdadeira e se ele não estava

pilheriando, quando doutrinava dos penetrais sagrados do seu livro?

 

Parte 2

Teeteto — Realmente, Sócrates, exortando-me como o fazes, fora vergonhoso não esforçar-

me para dizer com franqueza o que penso. Parece-me, pois, que quem sabe alguma coisa

sente o que sabe. Assim, o que se me afigura neste momento é que conhecimento não é

mais do que sensação.

Sócrates — Bela e corajosa resposta, menino. Conhecimento, disseste, é sensação?

Teeteto — Sim.

Sócrates — Talvez a tua definição de conhecimento tenha algum valor; é a definição de

Protágoras; por outras palavras ele dizia a mesma coisa. Afirmava que o homem é a medida

de todas as coisas, da existência das que existem e da não existência das que não existem.

Decerto já leste isso?

Teeteto — Sim, mais de uma vez.

Sócrates — Não quererá ele, então, dizer que as coisas são para mim conforme me

aparecem, como serão para ti segundo te aparecerem? Pois eu e tu somos homens.

Teeteto — É isso, precisamente, o que ele diz

Sócrates — Ora, é de presumir que um sábio não fale aereamente. Acompanhemo-lo, pois.

Por vezes não acontece, sob a ação do mesmo vento, um de nós sentir frio e o outro não?

Um ao de leve, e o outro intensamente?

Teeteto — Exato.

Sócrates — Nesse caso, como diremos que seja o vento em si mesmo: frio ou não frio? Ou

teremos de admitir com Protágoras que ele é frio para o que sentiu arrepios e não o é para o

outro?

Teeteto — Parece que sim.

Sócrates — Não é dessa maneira que ele aparece a um e a outro?

Teeteto — É.

Sócrates — Ora, este aparecer não é o mesmo que ser percebido?

Teeteto — Perfeitamente.

Sócrates — Logo, aparência e sensação se equivalem com relação ao calor e às coisas do

mesmo gênero; tal como cada um as sente, é como elas talvez sejam para essa pessoa.

Teeteto — Talvez.

Sócrates — A sensação é sempre sensação do que existe, não podendo, pois, ser ilusória,

visto ser conhecimento.

Teeteto — Parece que sim.

Sócrates — Então, em nome das Graças, não teria Protágoras, esse poço de sabedoria,

falado por enigmas para a multidão sem número, na qual nos incluímos, porém dito em

segredo a verdade para seus discípulos?

Teeteto — Que queres dizer com isso, Sócrates?

Sócrates — Vou explicar-me, e não será argumento sem valor, a saber: que nenhuma coisa

é una em si mesma e que não há o que possas denominar com acerto ou dizer como é

constituída. Se a qualificares como grande, ela parecerá também pequena; se pesada, leve, e

assim em tudo o mais, de forma que nada é uno, ou algo determinado ou como quer que

seja

(…)Sócrates — Se é assim, meu filho, que novo argumento poderá aduzir quem diz que a

sensação é conhecimento e que o que parece a cada um de nós é para todos precisamente

como parece ser?

Teeteto — Sinto-me acanhado, Sócrates, de declarar que não sei como responder, pois há

pouco me repreendeste por eu ter dito isso mesmo. Mas, para dizer a verdade, não poderei

contestar que os loucos e os sonhadores não formam, de fato, opiniões falsas, como no caso

de se imaginarem deuses os primeiros, ou de pensarem os outros, durante o sonho, que têm

asas e que podem voar .

Sócrates — E não te ocorre, também, outra objeção no que respeita ao sono e à vigília?

Teeteto — Qual?

Sócrates — A que, a meu ver, já deves ter ouvido com freqüência, sobre o argumento

decisivo que poderias apresentar a quem perguntasse de improviso se neste momento não

estamos dormindo e se não é sonho tudo o que pensamos, ou se estamos realmente

acordados e entretidos a conversar?

Teeteto — Em verdade, Sócrates, sinto-me indeciso na escolha do argumento, pois em

ambos os estados tudo se passa exatamente do mesmo modo. Nada impede de admitir que o

que acabamos de conversar tivesse sido dito em sonhos; e quando imaginamos em sonhos

contar que sonhamos, é admirável a semelhança com o que se passa no estado de vigília

(…)

Como diremos, Teodoro? Se a verdade para cada indivíduo é o que ele alcança pela

sensação; se as impressões de alguém não encontram melhor juiz senão ele mesmo, e se

ninguém tem autoridade para dizer se as opiniões de outra pessoa são verdadeiras ou falsas,

formando, ao revés disso, cada um de nós, sozinho, suas opiniões, que em todos os casos

serão justas e verdadeiras: de que jeito, amigo, Protágoras terá sido sábio, a ponto de passar

por digno de ensinar os outros e de receber salários astronômicos, e por que razão teremos

nós de ser ignorantes e de frequentar suas aulas, se cada um for a medida de sua própria

sabedoria? Não nos assiste o direito de afirmar que tudo isso na boca de Protágoras não

passava de frase para armar o efeito? No que me diz respeito e à minha arte de parteiro,

nem me refiro ao ridículo que provocamos, o que, aliás, se poderia tornar extensivo a toda a

arte da conversação. Pois analisar e procurar refutar as fantasias e opiniões de outras

pessoas, dado que todas sejam certas para cada um de nós, não será o cúmulo da sensaboria

e da tolice, se A Verdade de Protágoras for realmente verdadeira e se ele não estava

pilheriando, quando doutrinava dos penetrais sagrados do seu livro?

Platão, Teeteto

 

 

 

 

quarta-feira, 9 de março de 2016