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quarta-feira, 10 de outubro de 2018

CORREÇÃO TPC - TEXTO DE GETTIER


CORREÇÃO FICHA 2
1. O autor (Edmund Gettier) pretende mostrar que podemos ter uma crença verdadeira e esta estar justificada  por um facto e, isso não é suficiente para termos conhecimento.

2. O argumento de Gettier dá-nos um contraexemplo que põe em causa a teoria tradicional sobre o conhecimento, teoria apresentada por Platão no Teeteto. Através de uma situação hipotética de dois homens Smith e Jones. Smith tem boas razões a favor da crença que Jones seu companheiro , vai obter o emprego que ambos desejam. Smith sabe que Jones tem dez moedas no bolso e a partir da crença que Jones vai ficar co o emprego forma outra crença “ O homem que vai ficar com o emprego tem dez moedas no bolso”. Na verdade não é Jones mas Smith quem vai ficar com o emprego. E Smith também tem dez moedas no bolso. Assim a segunda crença de Smith é verdadeira e está justificada, visto que é inferida dedutivamente de uma crença justificada (Jones vai ficar com o emprego). Mas Smith não tem conhecimento porque o homem que fica com o emprego e tem dez moedas no bolso é Smith e não Jones.

3. Poderemos dizer que temos de ter boas razões para apoiar determinada crença, mas que nem sempre ter boas razões é suficiente para assegurar a verdade da nossa crença, pois podemos estar num estado cognitivo que não nos permite ter acesso a certos factos que podem desmentir a nossa crença.

CORREÇÃO DO TPC TEXTO DE KANT



“Não resta dúvida de que todo o nosso conhecimento começa pela experiência; efetivamente, que outra coisa poderia despertar e por em ação a nossa capacidade de conhecer senão os objetos que afetam os nossos sentidos e que, por um lado, originam por si mesmos as representações e, por outro lado, põem em movimento a nossa faculdade intelectual e levam-na a compará-las, ligá-las ou separá-las, transformando assim a matéria bruta das impressões sensíveis num conhecimento que se denomina experiência? Assim, na ordem do tempo, nenhum conhecimento precede em nós a experiência e é com esta que todo o conhecimento tem o seu início.
TESE: Se, porém, todo o conhecimento se inicia com a experiência, isso não prova que todo ele derive da experiência. Pois bem poderia o nosso próprio conhecimento por experiência ser um composto do que recebemos através das impressões sensíveis e daquilo que a nossa própria capacidade de conhecer (apenas posta em ação por impressões sensíveis) produz por si mesma, acréscimo esse que não distinguimos dessa matéria-prima, enquanto a nossa atenção não despertar por um longo exercício que nos torne aptos a separá-los.
Há pois, pelo menos, uma questão que carece de um estudo mais atento e que não se resolve à primeira vista; vem a ser esta: PROBLEMA: se haverá um conhecimento assim, independente da experiencia e de todas as impressões dos sentidos. Denomina-se a priori esse conhecimento e distingue-se do empírico, cuja origem é a posteriori, ou seja, na experiência”.
CONCEITOS: Experiência; Conhecimento a priori; Conhecimento a posteriori;
KANT, IMMANUEL, Crítica da Razão Pura

1. Indique a tese principal do texto bem como o problema  e os conceitos.
2. Formule a sua opinião acerca do problema colocado por Kant.
3. Exemplifique 2 proposições que revelem conhecimento a priori e duas proposições que revelem conhecimento a posteriori.
EXEMPLOS:
“O triângulo tem três lados.”   →Conhecimento a priori

“O Sol nasce todos os dias.” →Conhecimento a posteriori.

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

TPC 11º E - Para quarta-feira dia 10 de Outubro



                   


 “Não resta dúvida de que todo o nosso conhecimento começa pela experiência; efetivamente, que outra coisa poderia despertar e por em ação a nossa capacidade de conhecer senão os objetos que afetam os nossos sentidos e que, por um lado, originam por si mesmos as representações e, por outro lado, põem em movimento a nossa faculdade intelectual e levam-na a compará-las, ligá-las ou separá-las, transformando assim a matéria bruta das impressões sensíveis num conhecimento que se denomina experiência? Assim, na ordem do tempo, nenhum conhecimento precede em nós a experiência e é com esta que todo o conhecimento tem o seu início.
Se, porém, todo o conhecimento se inicia com a experiência, isso não prova que todo ele derive da experiência. Pois bem poderia o nosso próprio conhecimento por experiência ser um composto do que recebemos através das impressões sensíveis e daquilo que a nossa própria capacidade de conhecer (apenas posta em ação por impressões sensíveis) produz por si mesma, acréscimo esse que não distinguimos dessa matéria-prima, enquanto a nossa atenção não despertar por um longo exercício que nos torne aptos a separá-los.
Há pois, pelo menos, uma questão que carece de um estudo mais atento e que não se resolve à primeira vista; vem a ser esta: se haverá um conhecimento assim, independente da experiencia e de todas as impressões dos sentidos. Denomina-se a priori esse conhecimento e distingue-se do empírico, cuja origem é a posteriori, ou seja, na experiência”.

KANT, IMMANUEL, Crítica da Razão Pura

1. Indique a tese principal do texto bem como o problema  e os conceitos.
2. Formule a sua opinião acerca do problema  colocado por Kant.
3. Exemplifique 2 proposições que revelem conhecimento a priori e duas proposições que revelem conhecimento a posteriori.
                                             Dan O'Brien, Introdução à Teoria do Conhecimento