OLÁ a Todos! Aqui estão alguns materiais para apoiar os vossos trabalhos filosóficos! Esperemos que sejam úteis!
terça-feira, 21 de janeiro de 2025
Texto para resumo Leonardo 11C
Em 2004 afirmei que a origem da vida não pode ser explicada apenas a partir da matéria. Os meus críticos responderam anunciando triunfalmente que eu não tinha lido um certo artigo aparecido numa revista científica ou que não estava a par dos últimos desenvolvimentos da abiogénese (a geração espontânea de vida a partir de matéria inanimada). Com estas críticas, mostravam não entender o que estava em causa. Eu não estava preocupado com este ou com aquele facto da química ou da genética, mas com a questão fundamental do que significa dizer que algo possui vida e da relação que isso tem com o conjunto dos factos químicos e genéticos considerados como um todo. Pensar a este nível é pensar como filósofo. E, correndo o risco de parecer imodesto, não posso deixar de dizer que este é trabalho para filósofos e não para cientistas enquanto tal. As aptidões específicas dos cientistas não lhes conferem qualquer vantagem quando se trata de pensar sobre esta questão, tal como uma estrela do basebol não tem especial competência para determinar os benefícios para os dentes de uma determinada pasta dentífrica.
É claro que os cientistas, tal como qualquer outra pessoa, são livres de pensar como filósofos. E é também claro que nem todos os cientistas concordarão com a minha interpretação particular dos factos por eles postos à nossa disposição. Mas as suas divergências têm de se erguer sobre pés filosóficos. Por outras palavras, os cientistas têm de perceber que a autoridade ou capacidade científicas não têm qualquer relevância na análise filosófica. Isto não será difícil de perceber. Se expuserem as suas opiniões sobre a economia da ciência, elaborando por exemplo teorias sobre o número de empregos criados no âmbito da ciência e da tecnologia, terão de apresentar os seus argumentos diante do tribunal da análise económica. Do mesmo modo, um cientista que fala como filósofo terá de apresentar argumentos filosóficos. Como disse o próprio Einstein: «O homem de ciência é um fraco filósofo».
Antony Flew, Deus Existe. Tradução Carlos Marques.
domingo, 4 de fevereiro de 2024
Texto para resumo Beatriz 11I e Gonçalo Alegre 11A
«Quando liga o computador de manhã confia que ele não vai explodir. Porquê? Porque habitualmente o liga de manhã e até agora nenhuma explosão aconteceu. Mas inferir de “Até agora o meu computador não explodiu quando o liguei de manhã” que “O meu computador não explodirá quando o ligar da próxima vez” é efetuar uma inferência indutiva, não dedutiva. A premissa da sua inferência não implica a conclusão. É logicamente possível que o seu computador expluda da próxima vez que o ligar, embora até agora tal não tenha acontecido. E apesar de tudo, ao longo da nossa vida confiamos nas nossas inferências indutivas, quase sem nisso pensarmos. Em muitos casos, é aconselhável confiar na indução, caso contrário poderemos pensar que se não conseguimos voar até agora tal pode acontecer da próxima vez e saltar de um 7.º andar do edifício em que moramos. Mas argumentar que a indução é digna de confiança porque até agora tem funcionado bem é argumentar de forma indutiva.
E os cientistas usam também o raciocínio indutivo? A resposta é sim. Consideremos uma doença genética conhecia pelo nome de síndroma de Down (S. D.) Os geneticistas dizem-nos que os pacientes de S. D. têm um cromossoma a mais: 47 em vez de 46. Como o sabem? Porque examinaram um vasto número de pacientes com síndroma de Down e verificaram que tinham um cromossoma a mais. Então, raciocinando indutivamente, concluíram que os pacientes com S. D. são todos os pacientes com um cromossoma a mais. O facto de os doentes com S. D. examinados terem um cromossoma a mais não prova, rigorosamente falando, que isso acontece com todos os pacientes de S. D. É possível, embora altamente improvável, que a amostra estudada não seja representativa.
Este exemplo não é caso único. De facto, os cientistas usam o raciocínio indutivo sempre que a partir de um número limitado de casos e de dados formulam conclusões gerais que pretendem valer para todos os casos e dados (é o que fazem constantemente). Consideremos o princípio de que um corpo exerce uma atracão gravitacional sobre outro. Como é óbvio, Newton não examinou todo e qualquer corpo existente no universo para chegar a este princípio – não poderia. Viu que tal princípio era verdadeiro para o Sol e os planetas e para alguns objetos movendo-se perto da superfície da Terra. A partir desses dados inferiu que o princípio da gravitação universal era verdadeiro para todos os objetos. Mais uma vez trata-se de uma inferência indutiva: o facto de o princípio valer para alguns objetos não garante que valha para todos.
Muitos filósofos e cientistas pensam ser óbvio que a ciência se baseia em raciocínios indutivos, pelo menos em grande parte. Mas…»
SAMIR OKASHA, Philosophy of Science – A Very Short Introduction, Oxford, Oxford University Press, pp. 20-23 (adaptado).
segunda-feira, 29 de janeiro de 2024
Texto para resumo Ana Carolina Pereira e Daniel Focsa
O que é a ciência?
Paul Daviesquarta-feira, 19 de janeiro de 2022
Texto para resumo/análise - Vicente 11A
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
Texto para resumo
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
Texto para resumo Tomás Pereira- 11B e Karen Lopes da Rosa11I2
1. O facto observado é guiado por conhecimentos prévios
Texto para resumo Katherine 11B e Sara 11I
Bruno Latour em entrevista ao jornal brasileiro "Correio do Povo"12 de março de 2017
S – As ciências humanas podem produzir resultados indiscutíveis?
CS – Quando se pensa na ciência em relação à religião, à fé, parece pertinente. A fé é indiscutível. O conhecimento racional, não. Mas como fazer quando uma corrente das ciências sociais sustenta uma coisa e outra corrente sustenta o contrário. Quem terá razão?
Latour – A “discutabilidade” dos argumentos faz parte do trabalho científico. Isso vale para astrónomos, biólogos ou químicos. Talvez isso seja menos verdadeiro na filosofia, que já é outra coisa. As ciências sociais aceitam muito bem a discussão como parte do trabalho. Que Pierre Bourdieu discorde de mim não impede que integremos o mesmo campo, a mesma disciplina, a sociologia.
CS – Jean Baudrillard, de quem estive próximo, ironizava um pouco dizendo que a sociologia pode ser considerada uma espécie de astrologia, tão capaz como esta de produzir alguma verdade. Li num texto seu que as ciências sociais se baseiam num sistema de crenças .
Latour – A astrologia foi ciência durante muito tempo. Ela organizou o conhecimento durante séculos. Não é destituída de interesse. As ciências sociais, diferentemente da astrologia, devem produzir enunciados discutíveis, como se diz, passiveis de refutação. Por outro lado, Baudrillard nunca foi um modelo de cientificidade.
(...)
CS – Máquinas substituem cada vez mais pessoas em trabalhos de todos os tipos. É possível fazer quase tudo nos aeroportos automaticamente e até se instalar num hotel sem falar com pessoas. Na França, caixas de supermercado estão sendo substituídas rapidamente por máquinas. Para que servirão os humanos no futuro? Para algo melhor?
Latour – Para que um robôt seja automático é preciso muita gente por trás dele. Insisto nisso. Trata-se de uma rede de sustentação entre o humano e a máquina. Eliminar o trabalho de caixa de supermercado é uma benção, pois se trata de uma atividade desagradável. Não?
CS – Em geral, as atividades não são muito agradáveis, mas criam empregos e garantem o sustento das pessoas. Como sobreviverão então?
Latour – Fundamental é que as máquinas não vão substituir os seres humanos. Isso é uma utopia completa. Mas as máquinas vão liberar as pessoas de muitas tarefas. Por exemplo, de dirigir automóveis e de trabalhar como motorista de táxi. O futuro dos humanos ou os empregos que terão é outro problema. Isso não elimina o facto de que sempre haverá seres humanos por trás das máquinas. Os economistas estão divididos quanto aos números, mais ou menos empregos. Certo é que os novos empregos não são geralmente para as mesmas pessoas desempregadas pela tecnologia. As transições são duras e penosas. Nos laboratórios japoneses, por trás de cada robotzinho, há muitos engenheiros. Só o tempo nos dirá como as coisas se resolverão.
CS – Muitos acusam-no de ser relativista. Isso incomoda-o?
Latour – O relativismo não pode ser visto como uma crítica. É uma virtude. Quem critica o relativismo é absolutista. Isso é pior. O relativismo é virtuoso moral, política, religiosa e cientificamente. A verdade científica não precisa de absolutismo mas de relativismo. O importante é estabelecer relações em todas as direções possíveis. Voltamos ao tema da “discutibilidade”. Não faz sentido que um cientista não seja relativista. Já faz alguns anos que não escuto essa crítica. É algo superado, ultrapassado, ingénuo, anacrónico. A defesa da verdade científica hoje passa justamente pelo relativismo. Talvez os filósofos ainda se interessem por esse debate, mas não os cientistas, que já mudaram os seus procedimentos e parâmetros. Relativismo significa capacidade de estabelecer relações entre pontos de vista diferentes. A filosofia da ciência antigamente era simplista, ingénua e imbecil. Isso tudo foi importante nos anos 1950. Atacados, os cientistas buscam atualmente aliados fora do absolutismo. Paul Feyerabend foi ultrapassado pelo lado esquerdo.
(...)
CS – Uma corrente científica diz que o aquecimento global é resultado da ação humana. Outra, sustenta o contrário. Quem tem razão?
Latour – É questão resolvida, dois mil em dois. Conseguimos encontrar dois cientistas que negam o papel humano no aquecimento global. Não é mais uma questão de maioria, mas de unanimidade. É um caso raro em que não há discordância. Todo mundo sustenta a mesma posição. As pessoas pensam que há discordância por que a Esso gastou milhões de dólares para difundir uma ideia errada sobre o fenómeno. Foi uma campanha de desinformação e de produção de ignorância à escala mundial.
CS – Complô ou hipótese?
Latour – Facto. Verificado. Foi possível fazer a demonstração.
CS – As ciências políticas transformam opinião em verdade?
Latour – A palavra ciência, neste caso, é acima de tudo uma maneira de falar. Não penso que seja de facto uma ciência. São artes políticas. A sociologia é diferente por não ter, por exemplo, a obrigação de indicar a melhor maneira de governar ou algo desse tipo. Voltamos ao começo. Não conheço ciência aplicada que não se veja às voltas com opiniões diferentes. É incontornável. Sempre foi assim.
CS – Visto que sempre há pontos de vista diferentes, o que leva alguém a escolher este ou aquele? Qual o critério? A crença?
Latour – As razões que levam alguém a optar, a tomar partido, a escolher, são muitas, políticas, sociais, psicológicas…
CS – Não necessariamente racionais?
Latour – Elas não são necessariamente irracionais, mas não são racionais tampouco no sentido de basear-se em provas indiscutíveis.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
terça-feira, 12 de abril de 2016
Todos os homens desejam saber
Por outras palavras não existem verdade para além e acima das verdades factuais; todas as verdades científicas são verdades factuais, não excluindo aquelas que são geradas pela pura capacidade cerebral e expressas em uma linguagem de signos especialmente concebida, e só as declarações factuais são empiricamente verificáveis. Assim, a frase "Um triângulo ri" não é não verdadeira mas sem sentido, ao passo que a velha demonstração ontológica da existência de Deus, como a encontramos em Anselmo de Cantuária, não é válida e neste sentido não é verdadeira, mas é plena de sentido. "
Hannah Arendt, A vida do espírito, Vol.I, Pensar,Instituto Piaget,2011, Lx
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Thomas Kuhn e a racionalidade científica.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Como nascem os paradigmas
Poderemos pensar: " Não somos macacos" mas a verdade é que muitos procedimentos são mesmo assim, aceitamos porque nos acomodamos à solução que nos dão, para não criar conflitos. De algum modo, se aceitarmos este procedimento nas ciências, não poderíamos explicar a mudança.E, sem dúvida, as concepções de mundo, mudam mesmo com o tempo.
terça-feira, 26 de abril de 2011
Trabalho de ensaio.Leituras.
Sugestão de leitura: Tema 1: "Podem as Máquinas Pensar?"
Sugestão:Tema 1: A. I, de Spielberg. Reflexão a partir do filme.
O Tema 4
Tem as seguintes leituras obrigatórias:
1. "A eutanásia um problema ético" de Faustino Vaz
2. Visualização e reflexão a partir do filme Mar adentro de Alejandro Amenábar
3. "Eutanasia por que não
4. "Eutanásia: Algumas Reflexões""
Tema 5:
Capítulo do Manual "Criticamente" 11º Ano da Página 267 à Pág 285 ,a fotocopiar na Reprografia da Escola. (As páginas a fotocopiar estão devidamente assinaladas)
Tema 6:
Capítulo 8 e 9 do Manual adoptado - Pág. 185 à 219
1. " A estrutura das Revoluções científicas" comentário à obra de T. Kunh
2. "Indução e Filosofia da Ciência" Stephen Law
Tema 7.
" O sentido da existência" Tolstoi
Capítulo do Manual de Luis Rodrigues "Introdução à Filosofia" 11ºAno, das páginas 311 à página 331
A fotocopiar
Tema 8
Leitura dos capítulos 4 e 5 da obra de Anthony Flew " Deus (não) existe" Páginas 81 a 107 - A Fotocopiar na Reprografia
Para o tema "Criacionismo e Darwinismo" os textos: Criacionismo e A velha cruzada dos criacionistas contra Darwin