quarta-feira, 15 de maio de 2019

Relatório Catarina Caeiro 11E e Fábio Cardoso 11ºD

1. Apresentação do site de onde é retirado o texto
2. Breve resumo do assunto e da problemática que o texto trata.
3. Salientar o problema ou problemas levantados.
4. Esclarecer a resposta a esses problemas e os argumentos que a defendem
5. Análise crítica. 
6. Definição dos conceitos como dogma.
7. Conclusão

"Os argumentos das cinco vias que demonstram a existência de Deus, na qual foi elaborada por Santo Tomás de Aquino, não tinha a intenção de provar que Deus existe, pois, segundo ele, isto é impossível, por se tratar de um artigo de fé, porém, é possível demonstrar de modo a posteriori que Deus existe, ou seja, através das coisas empíricas e sensíveis, fazendo uma retomada à metafísica de Aristóteles, contudo, aplicando novos conceitos num sentido cristão. Vale ressaltar aqui, que Tomás não concordava com o argumento de Santo Anselmo, que ao contrário do Doutor Angélico, afirmava que podia-se provar a existência de Deus de modo a priori. Sendo assim, Tomás nos mostra que empiricamente é possível demonstrar que Deus existe.
 A primeira via que leva à demonstração da existência de Deus, baseia-se no movimento ou motor primário, ou seja, no mundo todas as coisas estão em constante movimento, transformação, isto é perceptivo a todos, sendo assim, há algo que move todas as coisas, não tem como alguma coisa mover-se por sim mesma. Portanto, para Tomás há um ser movente que não é movido, mas que através dele se iniciou todo o movimento, e este ser movente, só pode ser Ato em relação a todos os potenciais existentes, assim sendo, este movimento em Ato primo é Deus.
A segunda via é conhecida como a causa eficiente, isto é, no mundo todas as coisas são causadas por algo, por exemplo, um livro que está com uma página rasgada foi causado por um agente, não tem como o livro ser causa de si própria, se auto destruir. Sendo assim, se retrocedermos todas as causas ao infinito chegaremos há um ser que não é causado, de onde tudo se iniciou, que é causa eficiente de todas as coisas, e, esta causa primária é Deus.
A terceira via é sustentada pelo argumento do necessário e do contingente. No mundo existem coisas contingentes, que podem ou não existir, ou seja, não é necessário que aconteça ou exista. Mas para que tais coisas contingentes existam, é necessário a existência de um Ser necessário, na qual tudo emana, que no caso não é contingente. Sendo assim, todas as coisas são contingentes, por exemplo: somos contingentes em relação aos nossos pais, poderíamos existir ou não, assim também, nossos pais são contingentes em relação aos nossos avós, e assim por diante, até chegar num ser que não é contingente, que não necessitou de ninguém para existir, e este único ser necessário é Deus.
A quarta via é caracterizada pelo grau de perfeição nas coisas existentes, esta via é de índole platônica, pois, Tomás, argumenta que há uma hierarquia de perfeição nas coisas do mundo, sendo assim, nós, seres inferiores temos um referencial de perfeição em um ser que possui todos os atributos, virtudes e perfeições, na qual é Deus.
Por fim, a quinta via é sustenta pelo argumento do fim último, ou seja, no mundo todas as coisas têm uma finalidade própria, sendo assim, há um ser que ordena todas as coisas, que governa, caso contrário, o mundo seria um caos, e este ser é Deus.
Portanto, as cinco vias que levam à demonstração da existência de Deus não tem a finalidade de provar a existência de Deus, nem mesmo “dogmatizar” tal argumento, pois, Tomás como um grande teólogo e filósofo, elabora as cinco vias no campo filosófico com o objetivo de demonstrar racionalmente que Deus existe, sendo assim, não é um dogma da religião, porém, os argumentos das cinco vias podem ser convincentes até mesmo para um não crente, embora seja questionado por muitos filósofos atualmente."

Autor: Bruno Rafael Ferreira Prestes, estudante do 2º ano do Curso de Filosofia.

Retirado DAQUI

Relatório Eduardo Pereira 11ºD e Bruna Pires 11ºE

1. Apresentação do site de onde é retirado o texto
2. Breve resumo do assunto e da problemática que o texto trata.
3. Salientar o problema ou problemas levantados.
4. Esclarecer a resposta a esses problemas e os argumentos que a defendem
5. Análise crítica.
6. Conclusão

FAZ SENTIDO ARGUMENTAR ACERCA DO PROBLEMA DA EXISTÊNCIA DE DEUS?


O texto abaixo foi retirado e traduzido do site http://www.askphilosophers.org/ (vale a pena visitar!) no qual os cibernautas podem colocar perguntas a um vasto painel de filósofos e obter resposta. O livro de Alexander George, Que Diria Sócrates?
Filósofos Respondem Às Suas Perguntas Sobre O Amor, O Nada E Tudo O Resto, recentemente publicado pela editora Gradiva, baseia-se em perguntas que foram seleccionadas de entre as muitas enviadas para este popular site.


PERGUNTA
Têm sido propostos muitos argumentos que visam dar suporte à proposição que afirma que Deus existe. Até agora, parece que nenhum deles foi convincente. Pensa que é possível que um argumento que conclua com ‘Deus existe’ venha a ser alguma vez convincente? Se um tal argumento não puder ser convincente, não podemos inferir que não é convincente nenhum argumento que procure estabelecer a existência de Deus? Ou pensa que podemos vir a encontrar um argumento que seja convincente?

RESPOSTA (de Allen Stairs)
Se por “convincente” quer dizer algo como “acima de qualquer dúvida”, a resposta é quase de certeza não. No entanto, isto não é algo exclusivo dos argumentos acerca da existência de Deus. A tese que afirma que Deus existe tem pelo menos em comum com as teses filosóficas em geral o facto de haver bastante margem de manobra para se argumentar a favor ou contra.
Por outro lado, se a questão é saber se existem argumentos para acreditar em Deus que alguém possa achar convincentes sem cair na irracionalidade, a resposta é quase de certeza sim. Mas, uma vez mais, isto não é algo exclusivo dos argumentos acerca da existência de Deus. Pense no que quer que seja em que os filósofos estejam em desacordo e verificará que alguns filósofos no seu perfeito juízo se deixam convencer por argumentos que outros não consideram persuasivos. 
Pode alguém, razoavelmente, considerar um argumento persuasivo, mesmo tendo consciência de que este dá azo a objecções que ainda não obtiveram resposta? Se um padrão de razoabilidade é alcançável pelos seres humanos, a resposta também é sim. Em parte, isto deve-se ao facto de haver duas maneiras de encarar objecções. Uma, é pensar nelas como refutações; outra, como problemas a resolver: ‘se calhar esta questão que me atormenta vai ser fatal para as minhas convicções’; ou ‘se calhar, com algum jeito, eu ou outra pessoa, acabaremos por descobrir uma resposta convincente’. Pessoas razoáveis podem diferir, e diferem, sobre como encarar cada caso. Na verdade, o facto de os filósofos e outro género de teorizadores diferirem quanto a isto é uma das coisas que os vai mantendo ocupados!
Tradução Carlos Marques.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

11ºE - Relatório Beatriz Dias

1. Apresentação do site de onde é retirado o texto
2. Breve resumo do assunto e da problemática que o texto trata.
3. Salientar o problema ou problemas levantados.
4. Esclarecer a resposta a esses problemas e os argumentos que a defendem
5. Análise crítica.
6. Conclusão

Blaise Pascal era um filósofo e matemático francês que, no século XVII, argumentou a favor da existência de Deus recorrendo à ideia de “aposta” – a aposta de Pascal. No post Deus existe ou não? Vai uma aposta? encontra uma explicação simples e sumária desse argumento. Pascal formulou o argumento em termos matemáticos, como explica Leonard Mlodinow.
“Pascal fez uma análise pormenorizada dos prós e dos contras do dever para com Deus como se estivesse a calcular matematicamente a sensatez de uma aposta.
A sua grande inovação foi o método de pesar estes prós e contras, um conceito a que se dá hoje o nome de esperança matemática.
A esperança matemática é um importante conceito, não só nos jogos de azar como na tomada de decisões. Com efeito, a aposta de Pascal é muitas vezes considerada a fundação da disciplina matemática da teoria dos jogos, o estudo quantitativo das estratégias de decisão óptimas nos jogos.
O raciocínio de Pascal era o seguinte. Admitamos que não sabemos se Deus existe ou não, e, por conseguinte, atribuamos uma probabilidade de 50% para cada uma das proposições. Como pesar esta probabilidade na decisão de levar ou não uma vida piedosa? Se vivermos piedosamente e Deus existir, argumentava Pascal, o nosso ganho – a felicidade eterna – é infinito. Se, por outro lado, Deus não existir, a nossa perda, ou lucro negativo, é pequena – os sacrifícios da piedade. E, para pesar estes possíveis ganhos e perdas, Pascal propunha que se multiplicasse a probabilidade de cada resultado possível pela sua recompensa e se somasse tudo, formando uma espécie de recompensa média ou esperada. Por outras palavras, a esperança matemática do nosso lucro com a piedade é metade de infinito (o ganho se Deus existir) menos metade de um número pequeno (a nossa perda se Ele não existir). Pascal sabia o suficiente sobre o infinito para saber que a resposta deste cálculo era infinito, pelo que o lucro esperado com a piedade é infinitamente positivo. E assim, concluiu Pascal, qualquer pessoa sensata deve seguir as leis de Deus. Hoje, chama-se a este argumento a aposta de Pascal.”

Leonard Mlodinow, O Passeio do Bêbado, Editorial Bizâncio, Lisboa, 2009, pág. 92.

Retirado do blogue "Dúvida metódica"

quinta-feira, 2 de maio de 2019

segunda-feira, 29 de abril de 2019

segunda-feira, 22 de abril de 2019

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Correção da prova de Março 2019

 Bansky,



1. Compare a partir dos textos as perspetivas de Popper e Kuhn acerca da objetividade da ciência.

Para Kuhn não há verdadeiro progresso ou evolução porque os paradigmas que se vão sucedendo são incomensuráveis, isto é, não podem ser comparados porque apresentam diferentes formas de trabalhar, de selecionar fenómenos e novos princípios metafísicos.


Há, portanto, na evolução da ciência, cortes abruptos que correspondem a revoluções científicas, de mudanças de paradigma. As revoluções científicas sucedem-se a períodos criativos em que há teorias diferentes e a comunidade científica não forma consenso acerca de nenhuma delas. A escolha de uma teoria pela comunidade científica equivale a um acordo sobre a forma proposta de explicar os fenómenos. Uma vez acordado, ele torna-se exemplar e guia a comunidade para um desenvolvimento desta conceção dando origem a um novo paradigma e a uma nova fase de ciência normal. Todavia não há objetividade na escolha dos Paradigmas visto que este consenso é muitas vezes impossível e a escolha é influenciada por fatores externos aos critérios objetivos.
Segundo o texto:” a substituição de uma teoria científica dominante é como uma conversão religiosa, pois a comunidade científica não é um agente racional coletivo que, de uma maneira objetiva, pesa razões a favor e contra as teorias concorrentes”.

Para Popper, a ciência evolui no sentido de uma aproximação à verdade na medida em que se faz eliminando os erros das teorias e substituindo-as por outras mais abrangentes e consistentes com os factos observados. Visto que a ciência se faz num processo racional de conjeturas e refutações em que o papel da subjetividade tende a diminuir pois o cientista trabalha no sentido de fazer previsões arriscadas de modo a testar de os limites de cada teoria. Embora não haja qualquer espécie de certezas pois o progresso científico é um sistema em aberto e nenhuma teoria é verdadeira mas apenas provisoriamente corroborada. A substituição de uma teoria por outra é um processo de seleção em que as novas teoria aperfeiçoam as antigas na medida em que não cometem os mesmos erros da anterior, explicam os fenómenos das anteriores e ainda explicam novos fenómenos. Daí haver continuidade na evolução científica.
Segundo o texto: a comunidade científica avança com base numa argumentação sólida sustentada por indícios empíricos sólidos.

2. Aquilo que chamamos ciência, segundo a perspetiva do filósofo das ciências Thomas Kuhn, passa por períodos muito distintos. Descreva os períodos de evolução da ciência.

Para Kuhn as teorias científicas funcionam como paradigmas, isto é trazem consigo uma visão do mundo e certos métodos de trabalho, assim como princípios metodológicos e metafísicos. Os cientistas ao aceitarem uma teoria como um novo paradigma científico trabalham no sentido de ampliar os seus resultados e confirmar as suas previsões. A comunidade científica trabalha no âmbito dos paradigmas e não os põe em causa, mesmo que surjam anomalias. O processo de desenvolvimento da Ciência começa com a instituição de um Paradigma e o trabalho científico visa tornar mais consistente e abrangente esse paradigma resolvendo os enigmas que este vai colocando à medida que vai sendo alargado na explicação de outros fenómenos. Este período de resolução de enigmas caracteriza-se por ser acrítico, pois não há disposição para pôr em causa as metodologias de trabalho que foram aceites, assim como os princípios e a validade das teorias, Kuhn chama-lhe um Período de Ciência Normal. Com o desenvolvimento teórico e prático do Paradigma vão surgindo anomalias que se vão acumulando até pôr em causa a atividade que está a ser feita, entra-se numa crise em que a descrença em relação ao modelo seguido leva ao seu abandono e começam a surgir novas teorias concorrentes que explicam as anomalias anteriormente irresolúveis.. Neste período, denominado Ciência Extraordinária, a comunidade científica tem de escolher uma teoria que pela sua abrangência, simplicidade, precisão, consistência e fecundidade, assim como o prestígio do cientista que a apresenta, possa ser unificadora da comunidade e possa constituir um novo Paradigma. Quando isso acontece dá-se uma revolução científica, isto é: a substituição de um Paradigma por outro.

3. Esta obra de Banski pode ser considerada uma obra de arte porque satisfaz os critérios que definem uma obra de arte, segundo as teorias da arte como imitação ou representação, a arte como expressão e a arte como forma significante.
Primeiramente representa uma criança de forma fiel pois facilmente se identifica a realidade que trata a pintura, trata-se de representar uma criança entre furiosa e triste, com alguma coisa que a perturba. Também expressa  o sentimento de indignação do artista perante o estado do mundo estar até na infância dependente das relações com uma máquina e com as redes sociais e a comunicação que é feita a partir desta. Essa indignação é clara e está presente na forma como o rapaz transmite a sua angústia e a sua frustração por não ter “Gostos” nem amigos nem mensagens. Pode ainda ser interpretado como uma falta de comunicação geral na sua vida, uma espécie de vazio comunicacional. Por fim, poderemos falar na emoção estética que estas formas nos podem transmitir, como se a criança sobressaísse na parede rugosa também ela presa nessa cidade onde não há nenhum vestígio de humanidade.

4. O conceito de arte é um conceito em aberto porque nenhuma definição pode adequar-se à pluralidade de géneros e de obras que são consideradas arte, daí que todas as definições são incompletas porque não se aplicam a toda a arte mas apenas a algumas obras, deixando de fora outras que são igualmente arte mas que não podem ser vistas á luz de um determinado conceito. Assim, a teoria de arte como representação tem como objeção, o facto de não sabermos se a obra representa bem ou não objetos inexistentes próprios da imaginação, assim como não sabemos se a arte abstrata representa alguma coisa, parece que não representa nada. No entanto ninguém pode negar que a arte abstrata seja arte. No caso da teoria de arte como expressão, não podemos saber os sentimentos do artista se este já morreu e também não podemos falar em sentimentos no caso de arte abstrata ou no caso do artista fingir sentimentos que não possui (cínico). Em relação à forma significante há duas objeções fortes, embora esta teoria se possa adaptar a todo o tipo de obras, desde a arquitetura, música fica por explicar o que é uma forma significante, os seus defensores afirmarão que é a forma que produz uma emoção estética, mas se perguntarmos o que é uma emoção estética os autores responderão que é a forma significante que algumas obras revelam, este raciocínio é uma petição de princípio e, como tal, não é válido. Há ainda outra objeção que é o caso de podermos não sentir emoção estética por obras que são de arte sem qualquer dúvida, a sensibilidade do público pode não estar apta a deixar-se envolver esteticamente por uma obra como a Mona Lisa e, no entanto é inquestionável que se trata de uma obra de arte.

terça-feira, 26 de março de 2019

Correcção do exercício de revisões.


Tema: O conhecimento científico.

1. Falso.( A linguagem não é a única característica que distingue o senso comum do conhecimento científico, há outras como o método, o sistema, a crítica, a evolução)
2. Verdadeiro.
3. Verdadeiro.
4. Verdadeiro.
5. Verdadeiro.
6. Falso. (O "defeito" do critério de verificabilidade é que não serve para descrever uma lei científica. Como uma lei é universal é impossível verificar empiricamente todos os casos)
7. Falso. (A experiência é limitada logo, não podemos verificar empiricamente uma afirmação universal)
8. Demarcação.
9. Falso. (A Psicanálise não é uma ciência mas uma pseudociência).
10. Verdadeiro.
11. Falso. ( A investigação científica começa com um facto problema a partir do qual se coloca uma hipótese de explicação da qual se deduzem consequências empíricas que irão ser testadas)
12. Falso. (O método indutivo parte da observação de casos particulares , dos quais se retira um padrão comum que depois se generaliza para todos. Exemplo: Estes cisnes observados são brancos, logo, todos os cisnes são brancos).
13. Verdadeiro.
14. Falso. ( Parte de um facto/problema e de uma hipótese teórica)
15. Verdadeiro.
16. Verdadeiro.
17. Verdadeiro.
18. Verdadeiro.
19. Falso. ( A revolução científica consiste na mudança de paradigma científico por parte da comunidade científica)
20. Verdadeiro.

terça-feira, 19 de março de 2019

Matriz para o teste de 27 de Março de 2019


Pintura contemporânea Mark Rothko

Estrutura:

Prova para 90m
Texto. Referência ao texto.
Quatro perguntas de construção. 4x30 =120 Pontos 
16 perguntas de seleção: Escolha múltipla. 16x5=80 Pontos
Conteúdos/Competências específicas: 
1. Relacionar e distinguir a ciência e senso comum. Aspetos em comum e aspetos distintos.
2. Explicar em que consiste o método indutivo e o método hipotético e/ou dedutivo.
3. Expor as objeões de Karl Popper ao método indutivo.
4. Enunciar o problema da indução.
5. A proposta da filosofia das ciências de Popper: O falsificacionismo.
a. Esclarecer o significado da proposição: "a ciência progride por conjeturas e refutações"
b. Explicar os dois critérios para demarcar ciência e pseudociência: verificacionismo e falsificacionismo.
c. Identificar os enunciados científicos e não científicos segundo estes dois critérios.
2.b. Distinguir o método falsificacionista do método verificacionista
6. A racionalidade científica. A questão da objetividade.
6.a. Contrastar duas posições (de Popper e Kuhn) sobre a objetividade da ciência.
6.b. Problematizar a evolução contínua ou descontínua da ciência utilizando as teorias de Popper e Kuhn.
6.c. Tomar uma posição crítica em relação ao problema e argumentar a favor de uma das posições.
7.A proposta da filosofia das ciências de  Thomas Kuhn.
7.a. Apresentar os critérios de escolha de uma teoria científica.
7.b. Demonstrar o procedimento habitual da ciência: Paradigma 1; Ciência normal; Enigma; Anomalia; Crise; Ciência Extraordinária; Revolução científica; Paradigma 2
7.c. Justificar a noção de incomensurabilidade dos paradigmas.
7.d. Definir o paradigma e a sua importância na história da ciência.
8. Teorias sobre a Arte.
a.  Compreender as teses e vantagens de cada uma das teorias sobre a Arte: Teoria da Imitação/Representação; Teoria da Expressão; Teoria Formalista ou da Forma significante.
b. Contrapor objecções a cada uma das teorias.
c. Interpretar uma obra segundo um destes critérios.
d. Avaliar, com argumentos, a melhor teoria.

Matéria de Revisões:
Descartes: As etapas do método, a dúvida metódica e as primeiras verdades evidentes. 

Competências Gerais:
Dominar os conhecimentos exigidos.
Compreender as várias regras e aplica-las. de forma correta.
Expor de forma clara e objetiva o pensamento.
Aplicar os conhecimentos adquiridos a novas situações.
Avaliar e identificar os argumentos e teses (conclusão) dos textos.
Justificar com razões fortes as afirmações proferidas.
Escrever corretamente.

 Critérios de correção:
Apresentar os conteúdos considerados relevantes de forma completa
Apresentar esses conteúdos de forma clara, articulada e coerente;
Evidenciar uma utilização adequada da terminologia filosófica;
Evidenciar a interpretação adequada dos documentos apresentados
Evidenciar capacidade de argumentação e de crítica.


-


segunda-feira, 18 de março de 2019

quarta-feira, 13 de março de 2019

Texto para resumo Miguel Pop 11D

O que é a arte?
Definir a Arte é uma das questões mais complicadas para a Filosofia. Uma definição absoluta ou de caráter universal da Arte é o que os pensadores da Estética e da Filosofia da Arte vêm tentando desenvolver, porque isso implica, também, numa possível essência da Arte, a qual foi questionada bastante pelo filósofo Immanuel Kant.
A falta dessa definição pode inviabilizar o que pode ser Arte ou não e o que pode ser uma boa Arte ou não. Implicará também quais métodos seguir para ser um artista de fato. É a tentativa de formalizar os trabalhos artísticos.
E se já possui como “costume intelectual” um pensamento que, ao passar do tempo e com a experiência de gerações e mais gerações, a partir de uma definição sobre um determinado objeto de estudo, este vai se tornando mais sólido e mais claro, como um axioma à lá cartesiano, no sentido de que seria um instrumento que bem manejado levaria o homem à verdade ou, pelo menos, à aceitação de um conceito universal, na Arte isso tudo se inverte, pois uma teoria realmente aceitável sobre ela demonstra estar cada vez mais longe se comparando no tempo de Platão. A cada momento, a cada movimento artístico, novas teorias são criadas e se distanciam do que se esperava ser a Arte.
Seguindo essa lógica, não é fácil encontrar uma teoria correta da Arte, como se fosse encontrar uma teoria correta da Física, como a Relatividade de Albert Einstein. Não que a Relatividade seja fácil de ser encontrada, mas que ao passar do tempo ela se solidifica, se complementa com novos estudos ou persiste por muito tempo antes de ser derrubada por outra conjectura, o que não acontece normalmente no mundo artístico, pois sempre há insuficiência das teorias neste mundo.
Porém, essa toda dificuldade de definir a arte é devido ao uso de uma lógica predominantemente ocidental. Weitz (1956, p.2) diz que “a arte, tal como a lógica do conceito mostra, não tem nenhum conjunto de propriedades necessárias e suficientes; logo, uma teoria acerca dela é logicamente impossível e não apenas factualmente impossível”. Ou seja, a lógica predominante, a razão ocidental, não pode criticar a arte diretamente, pois a sua linguagem é conceitual e a linguagem artística não é conceitual. A experiência artística é transgressiva com a linguagem conceitual, onde esta linguagem é característica da lógica formal ou da razão dominante ocidental.
Weitz (1956, p.2) diz que “a teoria estética -- toda ela -- está errada em princípio ao pensar que uma teoria correta é possível uma vez que adultera radicalmente a lógica do conceito de arte. É falsa a sua principal contenda de que a 'arte' é susceptível de uma definição real ou de outro tipo de definição verdadeira”.
A arte, tal como a lógica do conceito mostra, não tem nenhum conjunto de propriedades necessárias e suficientes; logo, uma teoria acerca dela é logicamente impossível e não apenas factualmente impossível.

quarta-feira, 6 de março de 2019

domingo, 3 de março de 2019

TEXTO PARA RESUMO - Kevin Romero - 11D

Thomas Kuhn e Che Guevara

[...A] «ciência normal» refere-se à investigação firmemente baseada numa ou mais realizações científicas passadas, realizações essas que uma certa comunidade científica reconhece por um tempo como base do trabalho que realiza. Essas realizações aparecem hoje em dia descritas nos manuais científicos, sejam eles elementares ou avançados, embora raramente na sua forma original. Estes manuais expõem o corpo teórico aceite, exemplificam muitas ou todas as suas aplicações bem-sucedidas e comparam estas aplicações com observações e experiências científicas exemplares. Antes de estes livros se tornarem populares no início do século XIX (e mais recentemente nas ciências que atingiram a maturidade mais tarde), muitos dos clássicos famosos da ciência desempenhavam uma função semelhante. A Física de Aristótles, o Almagesto de Ptolomeu, os Principia e a Óptica de Newton, a Electricidade de Franklin, a Química de Lavoisier e a Geologia de Lyell – estas e muitas outras obras serviram durante um tempo para definir implicitamente os problemas e métodos legítimos dentro de um campo de pesquisa para as gerações subsequentes de investigadores. Estas obras desempenharam este papel porque tinham em comum duas características essenciais. A realização científica que representavam era suficientemente inovadora para atrair um grupo de aderentes estável, afastando-os de formas rivais de actividade científica. Simultaneamente, eram de tal modo indefinidas que uma grande variedade de problemas eram deixados em aberto, ficando o grupo de investigadores que entretanto se reorganizara com a tarefa de procurar resolvê-los. 

Referir-me-ei daqui em diante às realizações científicas que partilham estas duas características como «paradigmas», um termo muito próximo de «ciência normal». Ao escolhê-lo, quis sugerir que alguns exemplos aceites de prática científica concreta – exemplos que reúnem leis, teorias, aplicações e instrumentos – fornecem modelos que dão lugar a uma determinada tradição de investigação científica coerente. Falo das tradições que os historiadores descrevem sob rubricas como «astronomia ptolomaica» (ou «coperniciana»), «dinâmica aristotélica» (ou «newtoniana»), «óptica corpuscular» (ou «óptica ondulatória»), e assim por diante. O estudo dos paradigmas, incluindo muitos que são bastante menos especializados do que aqueles a que me referi acima, é aquilo que prepara fundamentalmente o estudante para se tornar membro da comunidade científica no seio da qual exercerá a sua prática. Pelo facto de se associar a homens que aprenderam as bases do seu campo de trabalho com os mesmos modelos, a sua prática subsequente dificilmente suscitará discordância aberta sobre questões fundamentais. Os homens cuja investigação se baseia em paradigmas partilhados empenham-se em seguir as mesmas regras e critérios de prática científica. Esse comprometimento e o consenso aparente que ele produz são requisitos da ciência normal, isto é, do nascimento e continuação de uma determinada tradição de estudo científico. 

Thomas S. Khun, A estrutura das revoluções científicas (Lisboa, Guerra e Paz, 2009), pp. 31-32.

Arte como expressão

Caverna de Chauvet, arte pré-histórica com 36.000 anos

(...) É antes de mais, necessário deixar de considerar (a arte) um meio para o prazer e considerá-la uma das condições da vida humana. Vista deste modo, é impossível deixar de reparar que a arte é um dos meios das pessoas se relacionarem.

Toda a arte faz aquele que a aprecia entrar num certo tipo de relação, quer com aquele que a produziu ou está produzindo, quer com todos aqueles que simultânea, prévia ou posteriormente, recebem a mesma impressão artística.

Tal como as palavras, que ao transmitir pensamentos e experiências das pessoas, servem como um meio de união entre elas, também a arte atua de forma semelhante. A particularidade desta última forma de relacionamento, e que a distingue do tipo de relacionamento por meio de palavras, consiste nisto: enquanto por meio de palavras uma pessoa transmite a outra os seus pensamentos, pela arte transmite as suas emoções.
(...)
A arte é uma atividade humana que consiste nisto: em uma pessoa conscientemente, por intermédio de certos sinais externos, levar a outras pessoas a sentimentos de que teve experiência e que estas sejam contagiadas por tais sentimentos e deles também tenham experiência.
A arte não é, como os metafísicos dizem, a manifestação de alguma ideia misteriosa de belo ou de Deus ; não é, como os psicólogos estéticos dizem, um jogo que serve para descarregar o excesso de energia acumulada; não é apenas a expressão das emoções de uma pessoa através de sinais externos; não é a produção de objetos que agradem; e acima de tudo, não é prazer; mas é um meio de união entre pessoas, unindo-as nos mesmo sentimentos, indispensável à vida e ao progresso em direção ao bem-estar dos indivíduos e da humanidade. (…)
Os sentimentos com que o artista contagia os outros podem ser os mais variados -muito fortes ou muito fracos, muito importantes ou muito insignificantes, muito maus ou muito bons: sentimentos de amor pelo seu próprio país, de entrega e submissão ao destino ou a Deus expressos numa peça dramática, arrebatamentos de amantes descritos numa novela, sentimentos de volúpia expressos num quadro, coragem expressa numa marcha triunfal, felicidade evocada numa dança, humor evocado numa história divertida, o sentimento de serenidade transmitido por uma paisagem ou por uma canção de embalar, ou o sentimento de admiração evocado por um belo arabesco - tudo isso é arte.
Desde que os espectadores ou ouvintes sejam contagiados pelos mesmos sentimentos que o autor sentiu, há arte."

Leão Tolstoi, O que é a Arte.Leão Tolstoi, O que é a arte?
Tradução de Aires de Almeida