sábado, 26 de janeiro de 2013

Matriz da prova de avaliação de Janeiro/Fev 2013


Competências:
1. Saber formular problemas sobre as questões relativas ao conhecimento.
2. Analisar textos filosóficos.
3. Retirar consequências teóricas de exemplos.
4. Redigir uma pequena dissertação argumentativa.
5. Dominar os conteúdos com clareza e objectividade.


Conteúdos.
I. A Retórica.




1.  A Retórica como Arte da persuasão
a.  Argumentos de Platão contra a retórica.
b. O Bom e o mau uso da Retórica.
II. Teoria do Conhecimento.
1. O que é conhecer? Estrutura fenomenológica do acto cognitivo.

( descrição do acto cognitivo como uma relação entre o sujeito e o objecto)
2. Definição do conhecimento como crença verdadeira e justificada. CVJ
a. A necessidade mas não suficiência da crença
b. A necessidade da crença verdadeira.
c. A necessidade da justificação
d. Condições necessárias e suficientes do conhecimento
e. Objecções à teoria tripartida.Os contra exemplos de Gettier.
f. Saber fazer, saber que (conhecimento proposicional) e conhecimento directo. Três formas de conhecimento.

3. Fontes e possibilidade de conhecimento.
a. Conhecimento "a priori" e "a posteriori".
b. O cepticismo como negação da possibilidade de conhecimento.~
c. Argumentos cépticos.
4. A resposta cartesiana.

a. A dúvida metódica cartesiana.
b. Etapas da dúvida.
d.As verdades evidentes que se auto-justificam: Cogito, Distinção corpo-alma e existência de Deus.
e. A unidade do conhecimento através do método.
e. O fundacionismo racionalista de Descartes.


5.O cepticismo empírico de D.Hume
a. A origem do conhecimento: a experiência e as impressões.
b. Relação entre ideias e impressões.
c. Ideias simples e complexas.
c. Questões de facto e relações de ideias.

6. Dissertação sobre um capítulo de uma das obras estudadas.
a. "O discurso do Método" de Descartes
b. "Ensaio sobre o entendimento humano" de David Hume

ESTRUTURA:

10x4 = 40 Pontos Escolha múltipla
2x15 = 30 Pontos - Justificação curta de dois tópicos.
3x30 = 90 Pontos - Texto e perguntas de resposta elaborada
1x40 = 40 Pontos - Pergunta de desenvolvimento

BOA SORTE E BOM ESTUDO!!

Ficha 2 -Teoria do conhecimento.

FICHA 2 - Sobre o Conhecimento. Identificação_________________________________________________________________________ 1. Segundo a teoria tripartida para definir o conhecimento há três condições que têm de ser satisfeitas, são elas: ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 2. Explique porque é que cada uma delas é necessária para o conhecimento. ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 3. Explique porque cada uma das condições por si não é suficiente para o conhecimento. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 4. Todas as justificações são igualmente fiáveis? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 5. Esta teoria tripartida tem objecções? Sim De que modo são colocadas as objecções. ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ O que pretendem demonstrar? ____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 6. “O relógio da igreja da tua terra é bastante fiável e costumas confiar nele para saber as horas. Esta manhã, quando vinhas para a escola, olhaste para o relógio e viste que ele marcava exactamente 8h e 20m. Por isso, formaste a crença de que eram 8h e 20m. O facto do relógio ter sido fiável no passado justifica a tua crença. Contudo, sem que o soubesses, o relógio tinha avariado no dia anterior exactamente quando marcava 8h e 20m. O que prova este exemplo? ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 7. Poderemos ter uma boa justificação para uma crença falsa e não sabemos que a crença é falsa? Dê um exemplo: ________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 8. O contrário também se verifica? Poderemos não ter razões para acreditar numa crença verdadeira? Como? Por exemplo __________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ . 9.As fontes do conhecimento são__________________________________________________ O conhecimento “a priori “ é____________________________________________________ enquanto o conhecimento “ a posteriori” é________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________ 10. Dê um exemplo de cada um destes : A priori: _____________________________________________ “a posteriori” “ ________________________________________________________________________

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Correcção da Prova de Avaliação de 7 de Dezembro 2009

1. Retórica é a Arte de persuadir através do discurso, é a arte de bem convencer e de bem falar. A retórica tem um lado positivo como forma de fundamentar de forma razoável as nossas preferências de modo a convencer um auditório quando não se sabe a verdade sobre certo assunto e se opta por aceitar uma argumentação que seja preferível, ou plausível (que possa ser apreciada pelo auditório) mas pode também utilizar recursos psicológicos e falaciosos o que conduz à manipulação.
2. Ethos, Pathos e Logos
3. Sendo o Ethos o domínio relativo ao orador, ao seu carisma, apresentação, carácter e credibilidade , são elementos que podem tornar mais eficaz a persuasão. O domínio do Logos é o domínio do discurso da qualidade da informação prestada, da sua fundamentação, da força dos argumentos utilizados e o Pathos relaciona-se com a capacidade que o discurso tem de gerar emoções no auditório, das características do auditório depende a eficácia do discurso retórico. As necessidades e espectativas do auditório, a sua forma de reagir ao que é dito são elementos importantes para a sua adesão à mensagem. Veja-se o caso da publicidade.

4. A demonstração é Constrigente, se aceitamos as premissas e se o argumento for válido temos de aceitar a conclusão, porque a conclusão segue-se necessariamente das premissas. A estrutura da argumentação não depende do auditório, é impessoal e universal, válida para qualquer auditório ou inválida, não depende do contexto. A verdade da conclusão é necessária e indiscutível se aceitarmos a verdade das premissas. A linguagem utilizada não é adequada a um contexto definido ou singular, é uma linguagem impessoal e isenta de ambiguidade. Pelo contrário na Retórica vale a arte de argumentar, é o domínio da persuasão visto que o assunto é susceptível de discussão. Argumentação serve para fundamentar uma perspectiva mas sem que esta se apresente como única, embora as premissas sejam verdadeiras a conclusão é provável, se utilizarmos argumentos informais. Diz respeito a valores, aos valores do orador e do auditório, às suas crenças e convicções e utiliza uma linguagem natural, cuja eficácia depende do contexto e do auditório.
5. Argumentos indutivos q são generalizações ou previsões a partir de uma amostra, isto é a partir de determinados factos retira-se uma conclusão que se aplica a todos os factos com as mesmas características. Ainda o argumento de analogia que faz uma comparação entre elementos diferentes mas com semelhanças no assunto que queremos concluir. Argumentos de causa, trata-se de encadear relações de causa efeito onde se justifica o efeito pela sua causa; argumentos de autoridade qualificada em que se justifica a conclusão com o recurso à opinião/teoria de um especialista na área.
6. Exemplo: Argumento de autoridade: A Amnistia internacional revela a existência de violações de mulheres nos campos dos refugiados de Darfur no Sudão, logo há violações dos direitos humanos em alguns campos de refugiados.

7. Argumento falacioso é aquele que parece ser válido mas não é válido ou porque tem premissas falsas ou porque as premissas não são suficientes ou relevantes para retirar uma conclusão. Por ter uma falsa aparência este argumento é enganador. Pode ser eficaz pela força psicológica mas não tem validade lógica.

8. Argumento ad baculum, ataque ao homem, falácia de premissas irrelevantes, porque se quer atacar a Filosofia de Nietzsche atacando a pessoa, sendo a Sífilis irrelevante para a conclusão do valor da obra.

9. Argumento de apelo ao povo, ad populum, apela-se ao espírito do povo, à insegurança sentida pelas pessoas para causar um efeito de catástrofe da qual a lista X é a salvação. Argumento inválido pois as premissas são irrelevantes para a conclusão-

10. Inválido.Falácia Tollens, num argumento hipotético, negar o antecedente não permite, logicamente, negar o consequente.

11. Falsa Causa, não há relação de causa efeito entre as premissas e a conclusão. Falsa pressuposição. O facto de um factor ser positivo não se segue que todos os sejam, visto que não há qualquer relação entre ambos. Também pode ser post doc post hoc ergo propter hoc , depois disso, logo, por causa disso". Um autor comete a falácia quando pressupõe que, por uma coisa se seguir a outra, então aquela teve de ser causada por esta.

12.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Ficha de Lógica 3


FICHA 3 – Lógica- Lógica Aristotélica. 22 de Outubro de 2012
(A CORRECÇÃO ESTARÁ DISPONÍVEL AMANHÃ DIA 23 DE OUTUBRO)
1.      Um argumento dedutivo pode ser válido com uma premissa falsa? Justifique.(15)
Sim, porque a validade dedutiva apenas obriga a uma situação: a que decorre de premissas  verdadeiras. Se as premissas forem verdadeiras, no argumento dedutivamente válido, a conclusão não pode ser falsa. 
2.       Defina termo geral. Exemplifique. (15)
Termo geral é um item linguístico que designa uma classe de objectos.
3.      Coloque por ordem decrescente de extensão os seguintes termos: Lisboa,País, Continente, Capital. Justifique. (10)
Continente, País, Capital, Lisboa. o termo Lisboa designa uma capital específica daí ter menos extensão que Continente, ou país ou capital. Assim como capital é mais específico que País, isto é designa um conjunto de cidades que têm a particularidade de serem primeiras num país que tem muitas cidades, num continente com muitos países.

4.       Coloque na expressão canónica e classifique as seguintes proposições.

a.       Não há virtude que não seja um justo meio (10)
Todas as virtudes são justo meio - Universal Afirmativa

b.      Certos filmes europeus não passam em Portugal. (10)
Alguns filmes europeus não são filmes que passam em Portugal. Particular Negativa

 c.       Determine a distribuição do sujeito e do predicado de cada uma das proposições. (15)
a) Sujeito distribuído. Predicado não distribuído.
b) Sujeito não distribuído. Predicado distribuído.
d.      Infira as proposições opostas (contraditória, subcontrária e subalterna) da segunda proposição. (10)
Subcontrária: Alguns filmes europeus passam em Portugal.
Contraditória: Todos os filmes europeus passam em Portugal.
Subalterna: Nenhum filme europeu passa em Portugal.

f.       Partindo da suposição de que é verdadeira o que podemos saber do valor de verdade das suas opostas? (10)
Subcontrária: Indeterminado.
Contraditória: Falsa
Subalterna: Indeterminado.
5.      Negue a seguinte proposição. Justifique. (10)

a.      Todos os poetas são amantes da língua. 
Alguns poetas não são amantes da língua 

6.      Se Todos os poetas são amantes da língua é verdadeira, qual o valor de verdade da proposição: Alguns poetas são amantes da língua ? Justifique (10)
Verdadeira. São duas proposições subalternas, se a Universal é verdadeira a sua particular subalterna também é, segundo a regra.
7.      Defina o silogismo categórico. Dê um exemplo de um silogismo válido. (20)
Silogismo categórico é um argumento dedutivo com três termos (termo maior, menor e médio). O termo maior é o predicado da conclusão, o menor o sujeito e o médio faz a ligação entre os dois e, deste modo ocorre apenas nas premissas e não na conclusão. O silogismo  categórico é formado por três proposições categóricas, duas são premissas e uma conclusão que deriva necessariamente destas. A premissa maior contém o termo maior e a premissa menor o termo menor. 
Todas as gaivotas voam
Todas as gaivotas são aves
Logo, Algumas aves voam
8.      Qual destas formas lógicas é válida? Porquê? (Na justificação terá de provar, aplicando as regras do silogismo, porque são inválidas as outras formas) (30)

a) Alguns A não são B

Nenhum A é C

Logo, Alguns C não são B

 Inválida, de duas premissas negativas não se segue conclusão.

 b) Todo o A é B

Todo o C é B

Logo, todo o C é A

Inválida. O Termo médio não está distribuído em nenhuma das premissas onde ocorre. Para o silogismo ser válido o termo médio tem de estar distribuído pelo menos uma vez.


c) Nenhum A é  B

Nenhum B é C

Logo, Nenhum C é A
Inválida, de duas premissas negativas não se segue conclusão.

8.b. Determine a figura e o modo de cada um destes silogismos.(15)

a)Terceira Figura, modo OEO.
b) Segunda Figura, modo AAA
c) Quarta figura, modo EEE
9.      Coloque na forma de silogismo categórico o seguinte argumento:

Fico aterrado só de pensar que pessoas que defendem o uso de armas nucleares podem tornar-se líderes das grandes potências. E isto porque lhes falta sensibilidade moral. O melhor para todos nós é impedir que se tornem líderes de grandes potências. (20)

 Nenhum defensor do uso de armas nucleares é pessoa com sensibilidade moral
Os líderes das grandes potências são pessoas com sensibilidade moral
Logo, nenhum líder das grandes potências é defensor do uso de armas nucleares

domingo, 21 de outubro de 2012

Matriz para a Prova de Avaliação de Outubro 2012

I - Competências:

1. Aplicar as regras teóricas em exercícios práticos.






2. Interpretar correctamente proposições.

3. Memorizar regras e definições.

4. Compreender o modo de inferir uma proposição de outra.

5. Apreender a forma lógica de uma proposição e de um argumento.


II - Conteúdos:

1.De que trata a Lógica.
2.Verdade e validade.

3.Validade dedutiva e não dedutiva.

4.Validade formal e forma lógica.






5. Lógica Aristotélica:

5.1.Os Termos:

- Definição
 
- Distinção Termo/Conceito

- Extensão e Compreensão dos Termos

5.2 As proposições:

- Definição

- Estrutura padrão ou Forma canónica. (A, E, I O)

- Redução de proposições à sua forma padrão.

- Classificação de proposições.

- Negação de proposições.
 
 
5.3. Oposições:
 
- Contraditórias, Contrárias, Subcontrárias e Subalternas.
 
- Regras para inferir o valor de verdade das proposições opostas.


5.4. Inferências mediatas: O silogismo.

- Definição de silogismo.

- Forma lógica do silogismo.

- Distribuição dos termos nas proposições.

- Validade e regras de validade.

- Figuras e modos do silogismo

- Conversão de um argumento à forma padrão do silogismo categórico.

- Silogismos hipotéticos.

-Dilemas.
 
 
Boa Sorte e bom estudo!
 


quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Lógica 1


FICHA FORMATIVA 1

11ºANO – OBJECTO DE ESTUDO: LÓGICA.

4 de Outubro 2012 – Turmas: A, E e F

Professora Helena Serrão

_____________________________________________________________________________

Responda às questões em folha A4 e entregue dias  8 ou 9 de Outubro. No primeiro dias de aula da próxima semana.

I

{ Cotação: a) 10; b) 30; c) 30 d)30}

 

1. Leia o texto com atenção e destaque:

a)      Três conceitos/ termos

b)      Três frases que são proposições categóricas.

c)      Coloque as três proposições na forma canónica.

d)     Dois argumentos dedutivos.

 

A mente que se habituou à liberdade e à imparcialidade da contemplação filosófica conservará alguma desta mesma liberdade e imparcialidade no mundo da acção e da emoção. Encarará os seus propósitos e desejos como partes do todo, com a falta de persistência que resulta de os ver como fragmentos minúsculos num mundo no qual nada mais é afectado por qualquer acção humana. A imparcialidade que, na contemplação, é o desejo puro da verdade, é a mesma qualidade da mente que, na acção, é a justiça e na emoção é o amor universal que pode ser dado a tudo e não apenas aos que consideramos úteis ou dignos de admiração. Por conseguinte, a contemplação alarga não apenas os objectos dos nossos pensamentos, mas também os objectos das nossas acções e das nossas afecções; faz-nos cidadãos do universo e não apenas de uma cidade murada em guerra com tudo o resto. A verdadeira liberdade humana e a sua libertação da sujeição a esperanças e temores mesquinhos consiste nesta cidadania do universo. Assim, resumindo a nossa discussão sobre o valor da filosofia, a filosofia deve ser estudada, não por causa de quaisquer respostas exactas às suas questões, uma vez que, em regra, não é possível saber que alguma resposta exacta é verdadeira, mas antes por causa das próprias questões; porque estas questões alargam a nossa concepção do que é possível, enriquecem a nossa imaginação intelectual e diminuem a certeza dogmática que fecha a mente à especulação; mas acima de tudo porque, devido à grandeza do universo que a filosofia contempla, a mente também se eleva e se torna capaz da união com o universo que constitui o seu mais alto bem."

Bertrand Russell, Os Problemas da Filosofia, Oxford University Press, Oxford, 2001

 

II

Responda de forma breve às seguintes questões:
  1. Poderá um argumento ser válido com premissas falsas? Porquê? (20)
 
     2. Distinga verdade e validade. (20)
 
     3. Estabeleça um conteúdo para a seguinte forma lógica:(20)

Se A então B

Não B

Logo Não A

  1. Quais os argumentos com forma lógica? Porquê? (20)
      5. O que se entende por Lógica? (20)


terça-feira, 2 de outubro de 2012

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Matriz para o teste Junho 2012



Conteúdos:
1. A definição tradicional de conhecimento: A crença tripartida
2. O conhecimento "a priori" e "a posteriori".
3. Ciência e senso-comum.
4.Ciência e construção: a verificabilidade das hipóteses
4.a. O problema da demarcação: o critério de verificabilidade e falsificabilidade
5. O método científico: Método indutivo e Hipotético-dedutivo.
5.a O problema da indução.
5.b. A resposta de Popper: o falsificacionismo. Conjecturas e refutações.
5.d. As objecções ao falsificacionismo.
6. A racionalidade científica. a questão da objectividade.
6.b. Os paradigmas segundo Kuhn.
6.c. Os elementos dos Paradigmas.
6.d. Ciência normal.
6.e A incomensurabilidade dos Paradigmas.

Competências:
- Esclarecer os problemas: sobre a definição de conhecimento; sobre a indução; sobre o critério de demarcação.
- Compreender as teorias
- Saber formular os problemas.
- Relacionar teorias.
-Formular correctamente os argumentos.

Thomas Kuhn e a racionalidade científica.

Autoria: Jorge Barbosa. RETIRADO DAQUI

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Como nascem os paradigmas



Poderemos pensar: " Não somos macacos" mas a verdade é que muitos procedimentos são mesmo assim, aceitamos porque nos acomodamos à solução que nos dão, para não criar conflitos. De algum modo, se aceitarmos este procedimento nas ciências, não poderíamos explicar a mudança.E, sem dúvida, as concepções de mundo, mudam mesmo com o tempo.

terça-feira, 1 de maio de 2012

TRABALHOS DE GRUPO 11ºANO


Paul Klee
1. A Inteligência Artificial. Será possível a reconstrução do cérebro humano?
Textos de referência: Manual ;pag 221 a 229
2. Pensar a ciência: O que são as teorias científicas. Karl Popper
Textos de referência Manual :185 a 202
3. Pensar a ciência: O que é e como evolui a ciência? Thomas Kuhn.
Textos de referência: Manual :pag 205 a 219
4. Tecnologias reprodutivas e família tradicional.Como entender a família hoje? Natureza ou cultura?
Textos de referência Manual Criticamente 11ºAno  pag 266 a 285
5. As descobertas científicas: De que forma contribuem para a noção de Homem/Mundo. O problema da Clonagem.
Textos de referência: Manual pag 243 a 257
6. O Sentido da existência: Duas teorias sobre o sentido da vida.
Textos de referência: Manual Luis Rodrigues pag 298 a 308
. Industrialização e impacto ambiental. O impacto tecnológico na natureza.
Textos de referência: Manual pag 231 a 242

5. A Ciência substitui a religião? Novos fundamentalismos.
Textos de referência: Zizec A Violência pags     

ENTREGA DO TRABALHO ESCRITO: 25 DE MAIO
ORAL
TEMA1 e 2 - 25 maio
TEMA 3 e 4 - 28 de maio
TEMA 5 e 6 - 1 de Junho

2. OBJECTIVOS GERAIS

- Saber ler e resumir as ideias principais dos textos apresentados.
- Problematizar filosoficamente os temas.
- Apresentar com clareza as teses e os argumentos propostos.
- Colocar objecções possíveis às teses propostas.
- Apresentar uma conclusão fundamentada e, se possível, original.
- Realizar uma investigação com recurso a vários suportes
3. AVALIAÇÂO
ESCRITA:
1. Rigor, clareza e interesse filosófico do conteúdo do trabalho apresentado.
2. Escrita correcta.
3.Estrutura necessária: Índice, Introdução, Desenvolvimento estruturado por temas/problemas, conclusão.
ORAL:
1. Apresentação oral cuidada e com recurso a diapositivos informativos.
2. Apresentação oral com exposição capaz de gerar diálogo.
3. Oral sem leitura, clareza das ideias e da linguagem, profundidade dos conhecimentos adquiridos e capacidade de gerar comunicação.
Estrutura escrita: 6 PÁGINAS letra 11, espaçamento 1,5
Oral: 20m de exposição com dispositivos de informação visual

segunda-feira, 9 de abril de 2012

terça-feira, 6 de março de 2012

Matriz da prova de avaliação 11ºAno Março 2012

Estrutura: I
6x5=30 Pontos
II
6x5= 30 Pontos
III
4x35= 140 Pontos

Conteúdos
I
1. O que é o conhecimento?
a. Quais os tipos de conhecimento?
b. Como se justifica a teoria da Crença Verdadeira e Justificada.
c. Em que consiste a teoria da Crença Verdadeira e Justificada.
d. Objecções a esta teoria.
II
1. Os problemas do conhecimento: O cepticismo e os argumentos cépticos.
2. Duas teoria interpretativas do conhecimento:
2. a. A Teoria racionalista de Descartes.
-A dúvida metódica.
-As etapas da dúvida
-A ideia do cogito como crença auto-justificada
-As ideias de Deus corpo e alma
-As provas da existência de Deus.
-Objecções às provas da existência de Deus: A petição de princípio
- A origem do conhecimento:O racionalismo cartesiano

3. O empirismo de David Hume.
- O cepticismo de Hume.
-A origem do conhecimento: a experiência.
-Impressões e ideias
-Conhecimento de relação de ideias e conhecimento de factos.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Correcção do teste de Fevereiro 2012

I -4.Os elementos que estão presentes na Retórica são o Ethos ou carácter do orador, o Pathos, ou estado emocional do auditório e o Logos, qualidade do discurso.

O Ethos é o domínio relativo à avaliação do orador, ao seu carisma, apresentação, carácter e credibilidade , são elementos que podem tornar mais eficaz a persuasão. O domínio do Logos é o domínio do discurso, da qualidade da informação prestada, da sua fundamentação, a força dos argumentos utilizados e o Pathos relaciona-se com a capacidade que o discurso tem de gerar emoções no auditório, das características do auditório depende a eficácia do discurso retórico. As necessidades e expectativas do auditório, a sua forma de reagir ao que é dito são elementos importantes para a sua adesão à mensagem.



 5.Bom uso da retórica implica a subordinação a princípios éticos:
Princípio ético, por excelência, o reconhecimento da autonomia, da capacidade de escolha do auditório.
Esclarecimento da situação, das várias alternativas e dos seus pressupostos e consequências.
 Exige liberdade de expressão do pensamento.
Mau uso da retórica – a argumentação degenera numa forma de ludibriar o auditório, em função dos interesses do orador. Manipulação
Manipulação – uso indevido da argumentação com o intuito de levar os interlocutores a aderir acrítica e involuntariamente às propostas do orador.

II Teste A
1. " Sei que Paris..." é um conhecimento por contacto. Falso
2. "O João sabe..." é uma afirmação que exprime um conhecimento proposicional." Falso
3. "A crença verdadeira é cond. suficiente para o conhecimento.". Falso
4. "Acredito em extra-terrestres, logo, conheço-os." Falso
5. "Todo o conhecimento é uma crença.". Verdadeiro
6. "Sei que a Ponte 25 de Abril..." é uma afirmação que exp. um conhecimento proposicional."Verdadeiro
7. "O conhecimento é factivo..." Verdadeiro
8. "Nem toda a crença verdadeira é conhecimento." Verdadeiro
9. "A teoria tripartida do conhecimento não tem objecções." Falso
10. "Há contra-exemplos que põem em causa a definição tradicional de conhecimento." Verdadeiro

Teste A
Justificação 1
Esta frase exprime uma proposição que pode ser verdadeira ou falsa, implica um conhecimento que é aprendido directa ou indirectamente.
Justificação3
A crença verdadeira não é suficiente para haver conhecimento porque o conhecimento não pode ser ao acaso, tem que ter razões que o fundamentem. Podemos ter uma crença verdadeira por sorte, sem saber.
Justificação 9
Tem objecções nos contra-exemplos de Gettier que demonstram casos de que pode haver CVJ e não haver, mesmo assim, conhecimento.
Teste B
Justificação1

A crença verdadeira não é suficiente para haver conhecimento porque o conhecimento não pode ser ao acaso, tem que ter razões que o fundamentem. Podemos ter uma crença verdadeira por sorte, sem saber.

Justificação 3
Seria contraditório afirmar "Sei que Vasco da Gama é um navegador" e não acreditar no conteúdo da proposição. Saber algo implica necessariamente acreditar que é verdadeiro.
 
Justificação 9
Justificação 1

Esta frase exprime uma proposição que pode ser verdadeira ou falsa, implica um conhecimento que é aprendido directa ou indirectamente.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Prova de avaliação de 13 e 14 de Fevereiro 2012


COMPETÊNCIAS


1. Saber formular problemas sobre as questões relativas ao conhecimento.

2. Saber interpretar logicamente textos filosóficos.

3. Retirar consequências teóricas de exemplos.

4. Redigir uma pequena dissertação argumentativa.

5. Dominar conteúdos com clareza e objectividade.

CONTEÚDOS
1. Demontração e argumentação -logica formal e informal.
2. Retórica e democracia.
b. O bom e o mau uso da Retórica -argumentação e manipulação
c. O discurso político e o publicitário -elementos de persuasão
d. Os elementos constituintes da Retórica- "Ethos", "Pathos" e  "Logos"
3. Filosofia e Retórica
a. Sócrates/Platão e os Sofistas
b. Os argumentos de Sócrates/Platão contra a Retórica
c. Os argumentos de Górgias a favor da Retórica


4. Estrutura do acto de conhecer
a. A relação estrutural entre o sujeito e o objecto.
b. Tipos de conhecimento.
c. Definição tripartida de conhecimento
d. Condições necessárias e suficientes do conhecimento
e. Objecções à teoria tripartida -Contra exemplos de Gettier
f. Fontes de conhecimento: "a priori " e "a posteriori"
g. Conhecimento primitivo e derivado.

5. Análise comparativa de duas teorias explicativas do conhecimento.

a. O problema da origem do conhecimento:
b. Racionalismo fundacionista de  R. Descartes e o Empirismo céptico de D. Hume

CRITÉRIOS DE CORRECÇÃO


1. Domínio dos conteúdos

2. Expressão clara e correcta

3. Capacidade de aplicação dos conhecimentos adquiridos.

4. Capacidade de estabelecer relações oportunas entre os conteúdos.

5. Objectividade e rigor.

6. Técnica de análise lógica do texto.

ESTRUTURA DA PROVA e COTAÇÕES
Grupo I - 4 x 20 Pontos + 1x25 Pontos = 105 Pontos
Grupo II - 10 perguntas de V/F 10x4 = 40 Pontos
1 Pergunta de justificação. 15 Pontos
Grupo III
Pergunta de desenvolvimento com opção de tema: 40 Pontos

BOM ESTUDO E BOA SORTE!!

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Continuação da Correcção da Prova de avaliação.

II

2. Falácia de autoridade não qualificada: A gasolina Galp é a melhor porque o Figo, que é o melhor jogador de futebol só consome Galp.
3. Argumento não válido porque o Figo pode ser autoridade em questões de futebol mas não em questões de combustível. Terá força psicológica mas não tem validade lógica, isto é, as premissas são insuficientes para sustentar a conclusão.
4. a.  Argumento dedutivo hipotético/condicional Modus Ponens.
4.b. Argumento dedutivo. Silogismo categórico
5. a. Se P então Q
        P
        Logo, Q
5.b. Alguns A são B
       Todo o C é A
       Todo o C é B
6. a. Válido. Afirmação do antecedente.
6.b. Inválido, viola a regra da distribuição do termo médio. Num silogismo o termo médio tem de estar pelo menos uma vez distribuído. Ora, neste silogismo, o termo médio não está distribuído nas duas premissas onde ocorre. Termo médio: "Projectos ecológicos"

III

1. "Todos os que têm pensamento criativo e criam novas alternativas são membros dissidentes
    Uma sociedade aberta valoriza o pensamento criativo e as novas alternativas
    Logo, uma sociedade aberta valoriza os membros dissidentes."

2. "Uma pessoa ou é amável ou não desculpa aos seus amigos
O João desculpa aos seus amigos
logo, o João é amável"

IV
1. Argumento de autoridade qualificada porque Einstein é um Físico que tem conhecimentos científicos nesta área, esses conhecimentos são reconhecidos pela comunidade científica.
1.a. É válido porque a comunidade científica corrobora deste argumento e não existem opiniões divergentes.

2. a. " Matar pessoa é crime
         A pena de morte mata pessoas
         Logo, a pena de morte é crime"
2.b. "Se os direitos dos animais fossem respeitados não se matavam animais para confecções de roupa
        Matam-se animais para confecções de roupa
        Logo, os direitos dos animais não são respeitados."

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Correcção da prova de avaliação de 5 de Dezembro 2011

I
1.CONCEITO: LÓGICA FORMAL E INFORMAL
A Lógica formal estuda a validade dos argumentos segundo a sua forma lógica. Só os argumentos dedutivos têm forma lógica Nestes argumentos se aceitamos as premissas e se o argumento for válido temos de aceitar a conclusão, porque a conclusão segue necessariamente das premissas. A estrutura da argumentação não depende do auditório, é impessoal e universal, válida para qualquer auditório ou inválida, não depende do contexto em que é usada. A verdade da conclusão é necessária e indiscutível se aceitarmos a verdade das premissas. A linguagem utilizada não é adequada a um contexto definido ou singular, é uma linguagem isenta de ambiguidade, que pode reduzir-se a uma simbologia. Pelo contrário na Lógica informal vale a arte de argumentar, é o domínio da persuasão visto que o assunto é susceptível de discussão. Argumentação serve para fundamentar uma perspectiva mas sem que esta se apresente como única, embora as premissas sejam verdadeiras a conclusão é provavelmente verdadeira, se utilizarmos argumentos informais. Diz respeito a valores, aos valores do orador e do auditório, às suas crenças e convicções e utiliza uma linguagem natural, cuja eficácia depende do contexto e do auditório.

2. CONCEITO: COGÊNCIA
Este critério define um bom argumento. Exige-se que um bom argumento tenha premissas verdadeiras, conclusão verdadeira, seja válido e que as premissas sejam mais plausíveis que a conclusão. O critério de plausibilidade remete para o estado cognitivo do auditório, plausível é a premissa que é aceite por um determinado auditório. Assim sendo a cogência é informal porque depende do conteúdo das premissas, e do estado do auditório onde o argumento é defendido.

3. CONCEITO: VALIDADE DE UMA ANALOGIA
Um argumento por analogia é válido se as semelhanças entre os elementos que se comparam forem relevantes para o tópico que se quer provar (relevante significa que são importantes, têm relação lógica com o tópico que se quer provar). Não podem haver diferenças significativas.
CONCEITO: VALIDADE DE UMA INDUÇÃO
Um argumento indutivo é válido se a amostra utilizada for representativa, não tendenciosa e se não houver contra-exemplos que possam refutar a conclusão.

4. CONCEITO: DEMONSTRAR E ARGUMENTAR
A demonstração é Constringente, se aceitamos as premissas e se o argumento for válido temos de aceitar a conclusão, porque a conclusão segue necessariamente das premissas, não depende do auditório, porque é impessoal e universal, válida para qualquer auditório ou inválida, não depende do contexto em que é usada. A verdade da conclusão é necessária e indiscutível se aceitarmos a verdade das premissas. A linguagem utilizada não é adequada a um contexto definido ou singular, é uma linguagem isenta de ambiguidade, que pode reduzir-se a uma simbologia. Pelo contrário na Retórica vale a arte de argumentar, é o domínio do preferível ao invés do verdadeiro, pois o assunto é susceptível de discussão. A Argumentação serve para fundamentar uma perspectiva mas sem que esta se apresente como única, embora as premissas sejam verdadeiras a conclusão é apenas provável, se utilizarmos argumentos informais. Diz respeito a valores, aos valores do orador e do auditório, às suas crenças e convicções e utiliza uma linguagem natural, cuja eficácia depende do contexto e do auditório.


5. CONCEITO: FALÁCIA

Argumento falacioso é aquele que parece ser válido mas não é válido ou porque tem premissas falsas ou porque as premissas não são suficientes ou relevantes para retirar uma conclusão. Por ter uma falsa aparência este argumento é enganador. Pode ser eficaz pela força psicológica mas não tem validade lógica.


VALIDADE LÓGICA
A validade lógica em sentido geral, não apenas formal, depende do modo como as premissas sustentam ou justificam a conclusão de um argumento. Se a conclusão do argumento se segue das premissas ou não.

II
TESTE A
Falácia Ad baculum, ameaça velada. Premissas não são relevantes para a conclusão. Não são apresentadas razões que estejam directamente relacionadas com a conclusão.


 Argumento ad hominem, ataque ao homem, falácia de premissas irrelevantes para a conclusão, não há relação lógica entre a qualidade do jornal e os vícios privados do director..

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Trabalho sobre o Górgias de Platão

Para as Turma 11ºF e 11ºG

Trabalho para férias  a entregar por correio electrónico para logosferas@gmail.com.




Estrutura: 3 páginas A4
Espaçamento: 1,5 entre linhas
letra tamanho 11
é permitida uma imagem


Obectivos: Ler as páginas 4 a 18 da obra de Platão "GÓRGIAS" - ver a versão electrónica no post anterior.


CONTEÚDO DO TRABALHOBreve introdução à obra e ao autor
Responder às seguintes questões:
1. Quem é Górgias?
2. Em que consiste a Arte da Retórica, segundo a sua opinião (de Górgias)?
3. Quais os argumentos utilizados por Sócrates para refutar a opinião de Górgias?
4. Em que consiste, para Sócrates a Arte da Retórica? Explicite.


BOM TRABALHO!

domingo, 4 de dezembro de 2011

www.LivrosGratis.net :Górgias - Platão
Nome: Górgias - Platão
Nome Original:
Autor: Platão
Gênero: Filosofia
Ano de Lançamento: n/a
Editora: n/a
Sinopse: Górgias é um diálogo de Platão, filósofo grego do século V a.C., e que fala, inicialmente, do papel da Retórica, qual a sua função e como esta deve ser usada, contrapondo o seu uso habitual - o dos sofistas (representados por Górgias, Polo e Cálicles) - com uma nova visão - a do filósofo Sócrates - que conclui que esta é não só inútil, mas mesmo imoral.

Iniciando um debate com Górgias, Sócrates induz o seu oponente em contradição, levando-o a dizer que a Retórica, a arte dos discursos políticos que tem como objecto a justiça, pode ser usada de forma errada e, ao mesmo tempo, que todos aqueles que a aprendem são incapazes de cometer qualquer acto injusto.

Perante esta contradição, surge Polo, discípulo de Górgias, que defende o seu mestre e a sua Arte, afirmando que esta é a mais bela das artes. Sócrates apresenta, então, a sua Teoria da Adulação.

Polo inicia um discurso argumentando que a Retórica dá poder àqueles que a dominam, ao que Sócrates contrapõe com o aparente paradoxo de que os que têm mais poder não são os mais poderosos. Após uma longa discussão, Sócrates obriga Polo a admitir que cometer uma injustiça é mau, e, caso a tenha cometido, o sujeito deve preferir ser castigado a fugir ileso.

Cálicles. o anfitrião, toma então a palavra, afirmando que Sócrates está errado e critica sua forma de debater. Afirma que não existem semelhanças entre as Leis da Natureza e as Leis da Convenção.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ficha 3



FALÁCIAS

 AVALIE A VALIDADE DOS SEGUINTES ARGUMENTOS


 JUSTIFIQUE.







1. "Porque sou a melhor pessoa para este trabalho? Descobri que, entre todos os outros candidatos, considerando as minhas qualificações, eu sou a melhor pessoa para o trabalho.”



Falácia de petição de princípio, acontece quando a razão apresentada repete o que queremos provar, há portanto uma circularidade no raciocínio, as premissas são insuficientes para aceitar a conclusão.







2. “A minha avó tem dor de cabeça crónica. O meu vizinho também tem e descobriu que o motivo é cancro. Logo, a minha avó tem cancro.”



Será uma generalização apressada se partirmos de um caso para prever que todos os casos com os mesmos sintomas são iguais. Generaliza-se e faz-se uma previsão a seguir. Falácia de dados insuficientes. Podemos também explicar esta falácia como Falsa causa, se considerarmos que não há um laço causal evidente entre a dor de cabeça da avó e o cancro, não há relação de causa efeito entre o cancro e a dor de cabeça.



2. "O Francisco entrou para uma igreja protestante e ficou fanático. Logo, todos os protestantes são fanáticos."



Generalização apressada, dados insuficientes. Uma indução em que a amostra é pouco representativa o que não é suficiente para retirar uma conclusão geral.






3. "Uma linha é composta por pontos. Os pontos não têm comprimento, logo uma linha não tem comprimento."



Falácia de analogia gramatical em que erradamente se transporta a característica das partes para o todo.





4. "Dionne Warwick é uma boa cantora, portanto o serviço esotérico por telefone para o qual faz propaganda é realmente bom."



Falácia de apelo a uma autoridade não qualificada, de facto a cantora poderá constituir uma autoridade musical mas não é uma autoridade especializada em serviços esotéricos pelo telefone. O uso de figuras públicas para persuasão sobre a qualidade de um produto é falaciosa neste sentido, exercem um efeito psicológico sobre o auditório mas são argumentos sem qualquer validade lógica.






5. "O Ronaldo andou nas discotecas à noite, daí o seu mau rendimento e por causa disso Portugal perdeu com a Polónia. "



Falácia de “depois disso, por causa disso”, dados insuficientes não há relação causal entre dois acontecimentos que se sucederam temporalmente, a ida do jogador à discoteca e a derrota frente à Polónia.





6. "Se legalizarmos o aborto teremos uma diminuição da natalidade e se diminuir a natalidade haverá menos gente a trabalhar, logo mais pobreza, a legalização do aborto só traz pobreza."



Reacção em cadeia ou Bola de neve. Acontece quando as premissas apresentam uma reacção em cadeia cuja probabilidade de acontecer é mínima.



7. "A Filosofia de Nietzsche não vale o papel que se gastou a imprimi-la. Nietzsche era um imoralista que, antes de morrer, ficou completamente louco. Por ter contraído sífilis na juventude."



Ad hominem, ataque ao homem. Ataca-se Nietzsche na sua pessoa para concluir sobre o valor da obra. As premissas não são relevantes (não são importantes nem têm relação lógica) com a conclusão.

sábado, 26 de novembro de 2011

Prova de avaliação -Dia 5 de Dezembro 2011

Aristóteles, filósofo grego do sec. IV a.c
Retrato de Aristóteles pintado por Rafael.

Aristóteles é o teorizador da Lógica dos Silogismos e da Retórica. Nas suas obras Organon, Novo Organon e Rétórica expõe um quadro de condições teóricas que permitem compreender os vários usos possíveis da argumentação.





Competências:



1. Aplicar as regras universais a casos concretos.


2. Avaliar a validade dos argumentos.


3. Distinguir conceitos.


4. Definir e exemplificar argumentos.


5. Analisar casos através da compreensão das condições em que ocorre.


6. Compreender conteúdos.


7. Colocar textos argumentativos na forma de siloismos categóricos ou hipotéticos


Conteúdos:


Lógica Formal




1. Lógica Aristotélica:




1.1 As inferências imediatas:


-Conversões e oposições
-Distribuição dos termos nas proposições

1.2. Inferências mediatas:
a. O silogismo.
-Definição de silogismo.
- Forma lógica do silogismo.
- Figuras
-Regras de validade dos silogismos categóricos.

b. Argumentos hipotéticos/condicionais dedutivos:
Hipotéticos, Modus Tollens e Ponens, Disjunção e Dilema: Definição, validade e falácias.

Reduzir um texto à forma padrão (forma canónica) dos silogismos categóricos e hipotéticos, tollens e ponens.

2. Lógica Informal:
a. Distinção entre lógica formal e informal
b. A utilidade de um argumento: Demonstração e argumentação.
c. O critério de cogência.
d. Argumentos informais - não dedutivos
Indutivos, analogias e de autoridade.
d.1. Exemplos e  validade
e. Falácias informais
e. 1. Petição de princípio, ad baculum, ad misericordian, ad hominem, ad populum, ad ignorantiam, bola de neve (reação em cadeia), Post hoc ergo propter hoc),generalização apressada.
e.2. Exemplos e identificação.



BOM ESTUDO!!