sábado, 13 de fevereiro de 2010

PROVA DE AVALIAÇÃO DE 23 DE FEVEREIRO 2010

(A Prova é de 60m)




Competências;


Sintetizar um texto


Definir conceitos


Esclarecer o sentido de frases


Compreender os argumentos


Distinguir tipos de conhecimento


Aplicar os conhecimentos adquiridos

 
Conteúdos:

 
1. Tipos de conhecimento


2. Definição tripartida do conhecimento


3. Objecções à teoria tripatrida do conhecimento


4. Conhecimento "a priori" e "a posteriori" primário e derivado.


5. O cepticismo. Principais teses e argumentos.


6. René Descartes: " O Discurso do Método"


6.1. As teses principais, os problemas, os argumentos e conceitos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Descartes: " O discurso do método"

Atenção! Para o trabalho sobre " O discurso do Método" de René Descartes
CONSULTEM A OBRA AQUI

domingo, 24 de janeiro de 2010

Górgias: Argumento de Sócrates/Platão contra a Retórica:

Sócrates - Pois bem, vamos ver se consigo exprimir com mais clareza o meu pensamento.Digo que há duas realidades diferentes que correspondem a duas artes: à arte que se refere à alma chamo política; à que se refere ao corpo não posso atribuir uma designação só., mas, embora a cultura do corpo constitua uma unidade, distingo nela duas partes 'a ginástica e a medicina'. O que na política corresponde à ginástica é a legislação, o que nela corresponde à medicina é a justiça. Há, portanto, dois grupos de artes que se definem pelo seu objecto, de um lado a medicina e a ginástica, do outro a justiça e a legislação. Mas os elementos de cada grupo acusam também diferenças entre si.



Da existência destas quatro artes, que visam o maior bem do corpo ou da alma, se apercebeu a adulação, não por meio de um conhecimento raciocinado, mas por via de conjectura, e, dividindo-se então em quatro partes e insinuando cada uma delas sob a arte correspondente, fez-se passar pela arte cujo disfarce adoptou. Não tem o mínimo interesse em procurar o que seja o melhor, mas, sempre por intermédio do prazer, persegue e ludibria os insensatos, que convence do seu altíssimo valor, é assim que a cozinha toma a aparência da medicina, fingindo conhecer os alimentos que são melhores para o corpo, de tal maneira que, se coubesse a crianças, ou a homens tão pouco razoáveis como as crianças, decidir qual dos dois, médico ou cozinheiro, conhece melhor a qualidade boa ou má dos alimentos, o médico acabaria por morrer de fome.

A isto chamo eu adulação, que considero uma coisa vergonhosa, Polo (é a ti que neste momento me dirijo), porque visa o agradável sem a preocupação do melhor. E sustento que ela não é uma arte, mas uma actividade empírica, porque não tem na sua base um princípio racional que permita justificar as várias formas do seu procedimento no que respeita à sua natureza e às suas causas. Ora, eu não chamo arte a uma actividade que não esteja fundada na razão. Se tens algo a objectar ao que afirmo, estou pronto a fornecer explicações suplementares.

Portanto, repito, a cozinha é a adulação disfarçada de medicina. Da mesma maneira, à ginástica corresponde a toilette, prática malfazeja e enganadora, vil e indigna de um homem livre, que ilude com aparências, cores, cuidados da pele e do vestuário, a tal ponto que, interessadas em exibir uma beleza artificial, as pessoas descuram a beleza natural, proporcionada pela ginástica.

Resumindo, dir-te-ei, em linguagem matemática (talvez assim me compreendas melhor), que a toilette está para a ginástica como a sofística para a legislação, e a cozinha para a medicina como a retórica para a justiça.

Sabes agora o que entendo por retórica: ela é em relação à alma aquilo que a cozinha é em relação ao corpo.

Platão, Górgias, 464


ARTES                                                                ACT. EMPÍRICA

(fundadas na razão têm por objectivo o bem )                           (objectivo a persuasão/adulação) 
Relativas à alma:  Política -  Legislação                                                Sofistica -  Adulação

                                             Justiça                                                                    Retórica

Relativas ao corpo:           Ginástica                                                                  Toilette

                                           Medicina                                                                      Cozinha

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Prova de avaliação de 25 janeiro 2010

A prova é de 60m.
Competências:
1. Aplicar correctamente os conceitos.
2. Justificar satisfatoriamente as ideias expostas.
3. Distinguir argumentos e teses.
4. Compreender teses e argumentos

Conteúdos1. Retórica e Filosofia.
1.a. O tipo de argumentos baseados no auditório, na Informação e no carácter do orador.
1.b. Definição de retórica.
1.c. Persuasão e manipulação.
1.d. A retórica na publicidade.
1.e. Platão e a crítica à retórica.

2. O problema do conhecimento.
2.1. A estrutura do conhecimento.
2.2. Tipos de conhecimento
2.3. Definição tripartida de conhecimento
2.4. Objecções à teoria tripartida.
2.5. Conhecimento "a priori" e "a posteriori"

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Trabalho sobre o Discurso do Método


Trabalho sobre a obra: “Discurso do Método de René Descartes.

Guião para a realização do trabalho:
1. Esta obra é constituída por seis capítulos.
2. Resuma cada um dos capítulos. Os temas, as teses, os argumentos, os conceitos fundamentais.(respondendo às questões colocadas)
3. Contextualize a obra na época, o século XVII .
4. Coloque em evidência as ideias do autor e a sua importância para a história da Filosofia.
5. Elabore uma pequena biografia sobre Descartes.
6. Problematize.

Responda às seguintes questões sobre a obra:

1. Quem e o quê critica Descartes no primeiro capítulo? Porquê?
2. Que se propõe fazer para atingir um conhecimento certo?
3. Que tarefa se propõe Descartes levar a cabo? Para quê? (2ºCap)
4. Quais as regras do método que Descartes propõe? (2ºCap)
5. Para que servem as regras do método? (2ºCap)
6. No terceiro capítulo fala-se das regras (máximas) da moral. Quais são?
7. No quarto capítulo Descartes conclui que há três ideias que são indubitáveis (certas). Quais são?
8. Como prova Descartes a existência de Deus? (5º Cap)
9. Qual o tema do sexto capítulo? Justifique.

Objectivos: 1. Captar as ideias principais de um texto filosófico.
2. Compreender o discurso filosófico.
3. Problematizar o texto filosófico.
4. Analisar uma obra filosófica separando as teses dos argumentos.


Grupos de trabalho – 3 alunos Seis grupos – Seis capítulos.
Apresentação por escrito – 10 páginas (aprox)
Apresentação oral: Cada grupo apresentará um capítulo da obra.

Data de entrega do trabalho 1 de Fevereiro
Apresentação oral: Capítulos 1, 2 - 1 de Fevereiro
Capítulos 3, 4 - 4 de Fevereiro
Capítulos 5, 6 - 8 de Fevereiro
AVALIAÇÂO: Auto avaliação do trabalho feito: Escrito: Compreensão do texto
Investigação
Problematização
Correcção da apresentação
Oral: Interesse filosófico
Dinâmica de grupo
Domínio dos conteúdos
Originalidade da apresentação

BOM TRABALHO!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Correcção da Prova de Avaliação de 7 de Dezembro

1. Retórica é a Arte de persuadir através do discurso. Está associada à arte de de bem falar e de bem argumentar. O seu aspecto positivo resulta da utilização da argumentação como forma de fundamentar as nossas preferências quando não se sabe a verdade sobre certo assunto e se opta por aceitar o que é preferível, ou plausível de acordo com a situação e o carácter de um determinado auditório. No sentido tradicional (antigo) estava associada à Arte de Manipular, isto é, de falar sobre algo que não se sabe de modo a iludir o auditório. A distinção entre persuadir e manipular justifica-se porque persuadir não é necessariamente manipular, aquele que persuade pode fazê-lo porque possui os melhores argumentos quando aquilo sobre o qual ele persuade não gera unanimidade em circunstãncia alguma, não poderemos então, nesse caso, falar de enganar ou distorcer a verdade, daqui poderemos inferir que existe um bom e um mau uso da Retórica.

2. Os elementos que estão presentes na Retórica são o Ethos ou carácter do orador, o Pathos, ou estado emocional do auditório e o Logos, qualidade do discurso.
O Ethos é o domínio relativo à avaliação do orador, ao seu carisma, apresentação, carácter e credibilidade , são elementos que podem tornar mais eficaz a persuasão. O domínio do Logos é o domínio do discurso, da qualidade da informação prestada, da sua fundamentação, a força dos argumentos utilizados e o Pathos relaciona-se com a capacidade que o discurso tem de gerar emoções no auditório, das características do auditório depende a eficácia do discurso retórico. As necessidades e expectativas do auditório, a sua forma de reagir ao que é dito são elementos importantes para a sua adesão à mensagem.

3. A demonstração é Constringente, se aceitamos as premissas e se o argumento for válido temos de aceitar a conclusão, porque a conclusão segue necessariamente das premissas, não depende do auditório, porque é impessoal e universal, válida para qualquer auditório ou inválida, não depende do contexto em que é usada. A verdade da conclusão é necessária e indiscutível se aceitarmos a verdade das premissas. A linguagem utilizada não é adequada a um contexto definido ou singular, é uma linguagem isenta de ambiguidade, que pode reduzir-se a uma simbologia. Pelo contrário na Retórica vale a arte de argumentar, é o domínio do preferível ao invés do verdadeiro, pois o assunto é susceptível de discussão. A Argumentação serve para fundamentar uma perspectiva mas sem que esta se apresente como única, embora as premissas sejam verdadeiras a conclusão é apenas provável, se utilizarmos argumentos informais. Diz respeito a valores, aos valores do orador e do auditório, às suas crenças e convicções e utiliza uma linguagem natural, cuja eficácia depende do contexto e do auditório.


4. Argumentos indutivos são generalizações ou previsões a partir de uma amostra, isto é a partir de determinados factos retira-se uma conclusão que se aplica a todos os factos com as mesmas características. O argumento de analogia faz uma comparação entre elementos diferentes mas com semelhanças no assunto que queremos concluir. Nos Argumentos de causas, trata-se de encadear relações de causa efeito onde se justifica o efeito pela sua causa e nos Argumentos de autoridade qualificada justifica-se a conclusão com o recurso à opinião/teoria de um especialista na área.

Exemplo: Argumento de autoridade qualificada: A Amnistia internacional revela a existência de violações de mulheres nos campos dos refugiados de Darfur no Sudão, logo há violações dos direitos humanos em alguns campos de refugiados, nomeadamente no Sudão.

5. Argumento falacioso é aquele que parece ser válido mas não é válido ou porque tem premissas falsas ou porque as premissas não são suficientes ou relevantes para retirar uma conclusão. Por ter uma falsa aparência este argumento é enganador. Pode ser eficaz pela força psicológica mas não tem validade lógica.

6. a. Argumento ad baculum, ataque ao homem, falácia de premissas irrelevantes, porque se quer atacar a Filosofia de Nietzsche atacando a pessoa, sendo a Sífilis irrelevante para a conclusão do valor da obra.

6. b. Argumento de apelo ao povo, ad populum, apela-se ao espírito do povo, à insegurança sentida pelas pessoas, para provocar a adesão a uma lista X que se apresenta como salvação. Argumento inválido pois as premissas são irrelevantes para a conclusão, não se apresentam razões que possam esclarecer a conclusão de que a lista X é a melhor.

6. c. Inválido.Falácia Tollens, num argumento hipotético, negar o antecedente não permite, logicamente, negar na conclusão o consequente.

6. d. Falsa Causa, não há relação de causa efeito entre as premissas e a conclusão. Falsa pressuposição. O facto de um factor ser positivo não se segue que todos o sejam, visto que não há qualquer relação entre ambos. Também pode ser post doc post hoc ergo propter hoc , "depois disso, logo, por causa disso". Um autor comete a falácia quando pressupõe que, por uma coisa se seguir a outra, então aquela teve de ser causada por esta.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Prova de avaliação de 7 de Dezembro 2009


Competências:

1. Identificar argumentos.

2. Avaliar argumentos.

3. Distinguir formas de argumentação.

4. Construir argumentos.

5. Analisar o discurso retórico.

Conteúdos:

1. Raciocínios formais:Hipotéticos, Modus Ponens, Tollens,

2. Disjunções e Dilemas (pag 82 e 83)

3. As respectivas formas falaciosas.

4. Lógica formal e informal.

5. Demonstração e argumentação.

6. Tipos de argumentos. (dedutivos, indutivos, por analogia, causas e autoridade)

7. Regras para avaliar os bons argumentos e a sua validade (em sentido estricto e alargado)

8. Falácias.

9. A Retórica e as partes que a compõem.

10. Persuasão e Manipulação.

11. Construção de argumentos.

BOM TRABALHO! BOM TESTE!

Lógica: Exercício de revisões da matéria

Lógica formal:

1.“ Se tivermos um governo estável, então o país prospera
O país não prosperou
Logo, não tivemos um governo estável.”

Identifique este tipo de argumento e determine a sua validade. Justifique.

Lógica informal:

2.Distinga lógica formal e informal.
3. Distinga a argumentação da demosntração.

4. Quais os argumentos utilizados na lógica informal?

4. Que tipo de argumento é este? Justifica:
40% dos professores têm problemas de surdez por causa dos elevados níveis de ruído que, todos os dias suportam. Assim como os trabalhos com máquinas provocam problemas auditivos nos profissionais que com elas têm de operar elevado e continuado ruído. Logo. há certas profissões que causam invalidez precoce.

4.1. É um argumento forte ou fraco? Porquê?

5. Identifique as seguintes falácias. Justifique.

a. Os melhores filósofos nunca conseguiram provar
que existe uma alma independente do corpo
Logo, a alma não existe.

b. Florbela Espanca era uma mulher adúltera logo a sua obra não tem qualquer valor artístico.

c. Na nossa terra tem havido muitos assaltos. Toda a gente sabe. Querem continuar nesta insegurança? Ou preferem sair à noite sem medo? Então votem X
d. João: Acho que hoje me vai correr bem o teste de Filosofia.
Ana: Porquê?
João: Porque hoje no emprego recebi um aumento
.


e. Se é habitual a corrupção na política então os políticos não são dignos de confiança.
Não é habitual a corrupção na política.
Logo, os políticos são dignos de confiança.”


f. As células não têm consciência logo, o cérebro que é dotado de células também não tem consciência.

6. O que se entende por Retórica?

7. A persuasão é a finalidade da retórica. Quais os elementos que são importantes para cumprir esta finalidade?

8. Caracterize cada um deles.

Ficha sobre os argumentos informais.

1.Analise os seguintes argumentos e identifique-os. Justifique.
2. Analise a sua força e validade segundo as regras colocadas no post anterior.

a. “ Nos últimos anos com as novas tecnologias como a TV e o computador que exigem um esforço maior de concentração da visão, assiste-se a um desenvolvimento da indústria da visão. De facto, são cada vez mais as crianças que usam óculos, logo, ver muita televisão e estar muito tempo ao computador parece provocar falta de visão precoce.”

b. "Outrora as mulheres casavam-se muito novas. A Julieta da peça Romeu e Julieta, de Shakespeare, ainda não tinha 14 anos. Na Idade Média, 13 anos era a idade normal de casamento para uma rapariga judia. E durante o Império Romano muitas mulheres casavam aos 13 anos, ou mesmo mais novas".
.
c.” Colhe-se o que se semeia. Se plantarmos amoras, colhemos amoras. Se plantarmos cebolas obtemos cebolas. Do mesmo modo quem semeia a guerra não pode esperar obter paz, justiça e fraternidade.”

d. Todos os homens são mortais
Os gregos são homens
Logo, os gregos são mortais

Como construir um discurso argumentativo?
a. Distinguir claramente premissas e conclusão.
b. Apresentar as ideias por ordem natural, com simplicidade.
c. Partir de premissas plausíveis e prováveis.
d. Não usar uma linguagem tendenciosa ou ambígua.

Com base nestas regras gerais, redija um ensaio argumentativo com pelo menos 25 linhas, sobre um dos seguintes temas:1. A legalização da droga.
2. Os direitos dos animais.
3. A existência de Deus

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Prova de avaliação de 2 Novembro de 2009

Matérias para o teste.

FILOSOFIA

LÓGICA;1. De que trata a Lógica.
2. Verdade e validade lógica.
3. Validade dedutiva e não dedutiva.
4. Validade formal e forma lógica.

Lógica Aristotélica;1. Os Termos:
Definição; Extensão e Compreensão.
2. As proposições:
Ø Definição
Ø Estrutura padrão ou Forma canónica
Ø Classificação
Distribuição dos termos.
Ø Negação de proposições


3 As inferências mediatas:O silogismo.
Ø Definição de silogismo.
Ø Forma lógica do silogismo.
Ø Figuras
Ø Validade e regras de validade
Ø Converter um argumento num silogismo.
4 Inferências imediatas: conversões.
5.5 Os argumentos hipotéticos