Há palavras que ajudam a identificar as premissas (indicadores das premissas), como: porque, desde que, pois que, como, dado que, tanto mais que, pela razão de que. visto que, devido a, admitindo que, a razão é que...
Palavras como: portanto, daí, logo, assim, por isso ,consequentemente, por conseguinte, segue-se que, podemos inferir, podemos concluir, são indicadores da conclusão.
OLÁ a Todos! Aqui estão alguns materiais para apoiar os vossos trabalhos filosóficos! Esperemos que sejam úteis!
terça-feira, 27 de outubro de 2009
Figuras dos silogismos
LÓGICA: Inferências mediatas: Silogismos
O que é um silogismo?
Um silogismo é um raciocínio dedutivo com três proposições e três termos diferentes. Termo maior, menor e termo médio. As proposições duas são premissas e a terceira é a conclusão. O termo maior é predicado da conclusão, o termo menor é o sujeito da conclusão e o termo médio só ocorre nas premissas e não na conclusão e liga os outros dois termos.
Exemplo:
“Todos os mamíferos são animais.
A vaca é um mamífero
Logo, a vaca é um animal”
Mamíferos –Termo Médio
Vaca: Termo Menor
Animal – Termo maior.
FIGURAS: Os silogismos podem ter quatro diferentes figuras:
Podemos então substituir os conceitos por letras para mostrar a figura do silogismo:
Termo Médio – M
Termo menor – S
Termo maior: P
MP
SM
SP
Assim, este silogismo tem esta figura, de acordo com a posição que ocupa o termo médio.
Este silogismo é da Primeira Figura.
Nenhuma quadrúpede voa PM
Todas as vacas são quadrúpedes SM
Logo, nenhuma vaca voa SP
Silogismo da Segunda Figura.
“ Todos os animais são úteis MP
Alguns animais são vacas MS
Logo, algumas vacas são úteis.” MS
Silogismo da Terceira Figura
“ Todos os mamíferos são animais PM
Nenhum animal é fraco MS
Logo, nenhum fraco é mamífero. “ SP
Silogismo da Quarta Figura
O que é um silogismo?
Um silogismo é um raciocínio dedutivo com três proposições e três termos diferentes. Termo maior, menor e termo médio. As proposições duas são premissas e a terceira é a conclusão. O termo maior é predicado da conclusão, o termo menor é o sujeito da conclusão e o termo médio só ocorre nas premissas e não na conclusão e liga os outros dois termos.
Exemplo:
“Todos os mamíferos são animais.
A vaca é um mamífero
Logo, a vaca é um animal”
Mamíferos –Termo Médio
Vaca: Termo Menor
Animal – Termo maior.
FIGURAS: Os silogismos podem ter quatro diferentes figuras:
Podemos então substituir os conceitos por letras para mostrar a figura do silogismo:
Termo Médio – M
Termo menor – S
Termo maior: P
MP
SM
SP
Assim, este silogismo tem esta figura, de acordo com a posição que ocupa o termo médio.
Este silogismo é da Primeira Figura.
Nenhuma quadrúpede voa PM
Todas as vacas são quadrúpedes SM
Logo, nenhuma vaca voa SP
Silogismo da Segunda Figura.
“ Todos os animais são úteis MP
Alguns animais são vacas MS
Logo, algumas vacas são úteis.” MS
Silogismo da Terceira Figura
“ Todos os mamíferos são animais PM
Nenhum animal é fraco MS
Logo, nenhum fraco é mamífero. “ SP
Silogismo da Quarta Figura
terça-feira, 26 de maio de 2009
Correcção da Prova de Avaliação de 20 de Maio
I1. Segundo o texto o conhecimento científico e o senso comum partem dos dados dos sentidos e acumulam factos, mas se o primeiro limita-se a tirar as conclusões a partir da experiência, o segundo formula certas hipóteses que constituem uma directriz através da qual organiza os dados da experiência e a interroga de um determinado modo, sistemático e racional e não apenas ocasional. O esforço do conhecimento científico é o de unificar os factos sobre uma certa explicação racional conciliando razão e experiência.. A diferença apontada é a sistematização que se faz dos factos contrariamente ao senso comum que vê os factos no seu aspecto particular, sem estarem inseridos num sistema de funcionamento universal que os agrega uns aos outros.O conhecimento científico avança porque tem sempre um sentido crítico de rectificar o que se revela errado, enquanto o senso comum orienta-se pela tradição e não a coloca em causa porque é um saber orientado para a vida prática e não para o questionamento da natureza.
2. Há dois critérios de demarcação científica: o critério verificacionista que considera científico o que for empiricamente verificável e o critério falsificacionista que considera científico tudo o que é empiricamente falsificável. O primeiro considerará que uma teoria é verdadeira se a experiência e a observação a confirmarem, servindo-se de um método indutivo de confirmação, enquanto o segundo serve-se da experiência para testar ou refutar as teorias, utiliza um método hipotético ou dedutivo.
II
1. Dedutivo, tendo nas premissas uma lei e um acontecimento inicial. Dedutivo porque a partir de uma lei universal, e tendo em conta o acontecimento inicial que antecede o facto ou fenómeno que queremos explicar, retiramos necessariamente uma conclusão que resulta de uma relação de causa efeito entre o fenómeno inicial e o que queremos explicar. Essa relação é assegurada pela Lei.
2. Descartes não é um filósofo céptico. O pensamento de Descartes pretende provar que o conhecimento é possível utilizando o argumento céptico e pondo todos os conhecimentos em causa. Esta dúvida metódica permite-lhe chegar à conclusão que há conhecimentos que são verdadeiros e que não podem ser colocados em causa, contrariando assim o argumento céptico de que não há uma justificação que seja satisfatória porque ela exige necessariamente uma outra justificação.
3. O problema da causalidade é apenas um hábito psicológico resultante da repetição dos fenómenos. Não há uma razão para explicar que se há fumo há fogo, nem tão pouco uma só experiência pode estabelecer uma relação de causa efeito, é porque os fenómenos se sucedem continuamente no tempo e no espaço que formamos a expectativa de que um está necessariamente ligado ao outro.
III
1. A ciência progride por conjecturas e refutações, substituindo as teorias vagas ou erradas por outras que resistem à refutação através da experiência. As teoria são testadas de modo a serem confrontadas com as suas previsões e com os aspectos que lhe são proibidos, este projecto é racional e selectivo porque as teorias resistentes são fiáveis na medida em que estão mais aptas para explicar o mundo, progride na direcção de uma maior objectividade e verdade embora nunca possamos ter a certeza da verdade. Para Kuhn as teorias científicas funcionam como paradigmas, isto é trazem consigo uma visão do mundo e certos métodos de trabalho que se destinam a ampliar os seus resultados e a confirmar as suas previsões. A comunidade científica trabalha no âmbito dos paradigmas e não os põe em causa, mesmo que surjam anomalias. Não há verdadeiro progresso porque os paradigmas que se vão sucedendo são incomensuráveis, isto é, não podem ser comparados porque apresentam diferentes formas de trabalhar, de seleccionar fenómenos e novos princípios metafísicos. Há portanto na evolução da ciência cortes abruptos que correspondem a revoluções científicas, de mudanças de paradigma.
2. Há dois critérios de demarcação científica: o critério verificacionista que considera científico o que for empiricamente verificável e o critério falsificacionista que considera científico tudo o que é empiricamente falsificável. O primeiro considerará que uma teoria é verdadeira se a experiência e a observação a confirmarem, servindo-se de um método indutivo de confirmação, enquanto o segundo serve-se da experiência para testar ou refutar as teorias, utiliza um método hipotético ou dedutivo.
II
1. Dedutivo, tendo nas premissas uma lei e um acontecimento inicial. Dedutivo porque a partir de uma lei universal, e tendo em conta o acontecimento inicial que antecede o facto ou fenómeno que queremos explicar, retiramos necessariamente uma conclusão que resulta de uma relação de causa efeito entre o fenómeno inicial e o que queremos explicar. Essa relação é assegurada pela Lei.
2. Descartes não é um filósofo céptico. O pensamento de Descartes pretende provar que o conhecimento é possível utilizando o argumento céptico e pondo todos os conhecimentos em causa. Esta dúvida metódica permite-lhe chegar à conclusão que há conhecimentos que são verdadeiros e que não podem ser colocados em causa, contrariando assim o argumento céptico de que não há uma justificação que seja satisfatória porque ela exige necessariamente uma outra justificação.
3. O problema da causalidade é apenas um hábito psicológico resultante da repetição dos fenómenos. Não há uma razão para explicar que se há fumo há fogo, nem tão pouco uma só experiência pode estabelecer uma relação de causa efeito, é porque os fenómenos se sucedem continuamente no tempo e no espaço que formamos a expectativa de que um está necessariamente ligado ao outro.
III
1. A ciência progride por conjecturas e refutações, substituindo as teorias vagas ou erradas por outras que resistem à refutação através da experiência. As teoria são testadas de modo a serem confrontadas com as suas previsões e com os aspectos que lhe são proibidos, este projecto é racional e selectivo porque as teorias resistentes são fiáveis na medida em que estão mais aptas para explicar o mundo, progride na direcção de uma maior objectividade e verdade embora nunca possamos ter a certeza da verdade. Para Kuhn as teorias científicas funcionam como paradigmas, isto é trazem consigo uma visão do mundo e certos métodos de trabalho que se destinam a ampliar os seus resultados e a confirmar as suas previsões. A comunidade científica trabalha no âmbito dos paradigmas e não os põe em causa, mesmo que surjam anomalias. Não há verdadeiro progresso porque os paradigmas que se vão sucedendo são incomensuráveis, isto é, não podem ser comparados porque apresentam diferentes formas de trabalhar, de seleccionar fenómenos e novos princípios metafísicos. Há portanto na evolução da ciência cortes abruptos que correspondem a revoluções científicas, de mudanças de paradigma.
domingo, 17 de maio de 2009
Prova de avaliação de dia 20 e 22 de Maio 2009



BOM ESTUDO PESSOAL, QUE OS FILÓSOFOS VOS INSPIREM!!
1. Lógica: Os diferentes tipos de argumentos/raciocínios: Dedutivos, Indutivos, de Analogia e de autoridade qualificada.
2. Teoria do conhecimento: O racionalismo cartesiano e o empirismo de David Hume.
2.a. O cogito cartesiano
2.b. A crítica de Hume ao conhecimento. O problema da causalidade.
3. O conhecimento científico.
3.a .Conhecimento vulgar e conhecimento científico.
3.b. A explicação científica nas ciências exactas e nas ciências humanas.
3.c. O critério de verificabilidade e de falsificabilidade como demarcação das teorias científicas.
3.d. A crítica ao método indutivo.
3.e. A evolução do conhecimento segundo Popper.
3.f. A proposta de Kunh para o desenvolvimento e construção do conhecimento científico. (Só 11ºD)
4. Os problemas colocados pela cultura científica e tecnológica.
(Escolha de um tema para desenvolvimento em 25 linhas. Critérios: Correcta colocação dos problemas, linguagem clara, domínio dos conteúdos, selecção dos aspectos relevantes)
4.a. Inteligência artificial
4.b. Industrialização e impacto ambiental.
4.d. Clonagem
4.e. A Bioética e o Direito à vida
4.f. Tecnologias reprodutivas e família tradicional.
4.g. Natureza e Tecnologia: um confronto.
4.h. Ciência, poder e riscos.
.
quinta-feira, 30 de abril de 2009
Trabalhos sobre a Cultura científica e tecnológica

1.Temas/problemas da cultura científica -tecnológica para uma dissertação/trabalho:
TEMAS:
1. A Inteligência Artificial
2. Industrialização e impacto ambiental
3. A Clonagem Humana
4. A Bioética e o Direito à vida
5. Tecnologias reprodutivas e família tradicional.
6. Natureza e Tecnologia: um confronto.
7. Ciência, poder e riscos.
2. OBJECTIVOS
Saber ler e resumir as ideias principais dos textos apresentados.
Problematizar filosoficamente os temas.
Apresentar com clareza as teses e os argumentos propostos.
Colocar objecções possíveis às teses propostas.
Investigar com recurso a vários suportes.
3. AVALIAÇÂO
Rigor, clareza e interesse filosófico do conteúdo do trabalho apresentado.
Escrita correcta.
Apresentação cuidada e reveladora do tema apresentado.
Estrutura necessária: Índice, Introdução, Desenvolvimento estruturado por temas/problemas, Conclusão, Bibliografia.
Investigação com recurso a vários suportes.
Na oralidade cada aluno será avaliado individualmente segundo a sua prestação.
Relação equilibrada do grupo.
Oral: Sem leitura, clareza das ideias e da linguagem, profundidade dos conhecimentos adquiridos e capacidade de gerar comunicação.
Estrutura: 10 PÁGINAS
ENTREGA: PRAZO ALTERADO
11 MAIO -11ºA e 13 Maio 11ºD
ORAIS: TEMA 1,2- 11 de MAIO ou 13 Maio
TEMA 3,4 - 15 de MAIO/
TEMA 5,6,7 18 DE MAIO ou 20 Maio
Este trabalho tem o mesmo valor de um teste, a sua classificação será também de 0 a 20 valores.Grupos 1: __________________________________________________________
Grupo 2 : ___________________________________________________________
Grupo 3: ____________________________________________________________
Grupo 4: ____________________________________________________________
Grupo 5 :____________________________________________________________
Grupo 6 : ___________________________________________________________
Grupo 7 : ___________________________________________________________
OS TEXTOS DE LEITURA OBRIGATÓRIA ENCONTRAM-SE NA REPROGRAFIA PARA SEREM FOTOCOPIADOS OS ALUNOS TERÃO QUE DIZER O TEMA QUE DESEJAM.
TEMAS:
1. A Inteligência Artificial
2. Industrialização e impacto ambiental
3. A Clonagem Humana
4. A Bioética e o Direito à vida
5. Tecnologias reprodutivas e família tradicional.
6. Natureza e Tecnologia: um confronto.
7. Ciência, poder e riscos.
2. OBJECTIVOS
Saber ler e resumir as ideias principais dos textos apresentados.
Problematizar filosoficamente os temas.
Apresentar com clareza as teses e os argumentos propostos.
Colocar objecções possíveis às teses propostas.
Investigar com recurso a vários suportes.
3. AVALIAÇÂO
Rigor, clareza e interesse filosófico do conteúdo do trabalho apresentado.
Escrita correcta.
Apresentação cuidada e reveladora do tema apresentado.
Estrutura necessária: Índice, Introdução, Desenvolvimento estruturado por temas/problemas, Conclusão, Bibliografia.
Investigação com recurso a vários suportes.
Na oralidade cada aluno será avaliado individualmente segundo a sua prestação.
Relação equilibrada do grupo.
Oral: Sem leitura, clareza das ideias e da linguagem, profundidade dos conhecimentos adquiridos e capacidade de gerar comunicação.
Estrutura: 10 PÁGINAS
ENTREGA: PRAZO ALTERADO
11 MAIO -11ºA e 13 Maio 11ºD
ORAIS: TEMA 1,2- 11 de MAIO ou 13 Maio
TEMA 3,4 - 15 de MAIO/
TEMA 5,6,7 18 DE MAIO ou 20 Maio
Este trabalho tem o mesmo valor de um teste, a sua classificação será também de 0 a 20 valores.Grupos 1: __________________________________________________________
Grupo 2 : ___________________________________________________________
Grupo 3: ____________________________________________________________
Grupo 4: ____________________________________________________________
Grupo 5 :____________________________________________________________
Grupo 6 : ___________________________________________________________
Grupo 7 : ___________________________________________________________
OS TEXTOS DE LEITURA OBRIGATÓRIA ENCONTRAM-SE NA REPROGRAFIA PARA SEREM FOTOCOPIADOS OS ALUNOS TERÃO QUE DIZER O TEMA QUE DESEJAM.
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segunda-feira, 27 de abril de 2009
COMO DEVEMOS TESTAR AS TEORIAS CIENTÍFICAS
Falsificacionismo
Karl Popper, O Futuro está aberto
1. Qual o critério de demarcação entre teorias científicas e não-científicas?
2. Como devem ser testadas as teorias?
3. Segundo o texto, como evoluem as teorias científicas?
“O progresso da ciência, tal como o vê o falsificacionista, poderá resumir-se da seguinte forma. A ciência começa com problemas, problemas que estão associados à explicação do comportamento de alguns aspectos do mundo. O cientista propõe hipóteses falsificáveis para solucionar os problemas. As hipóteses são criticadas e comprovadas. Algumas são eliminadas rapidamente, outras podem ter mais êxito. Estas devem submeter-se a críticas e provas mais rigorosas. Quando finalmente se falsifica uma hipótese que tenha superado com sucesso uma grande variedade de testes, surge um novo problema, que é a invenção de novas hipóteses, seguidas de novas críticas e provas. Este processo continua indefinidamente. Por isso nunca se pode afirmar que uma teoria é verdadeira, por muitas provas rigorosas que tenha superado, somente podemos afirmar que a teoria em vigor é superior às suas predecessoras, no sentido de que foi capaz de superar testes que falsificaram as teorias anteriores. No dizer de Popper "(...) só há um caminho para a ciência: encontrar um problema, ver a sua beleza e apaixonar-se por ele; casar e viver feliz com ele até que a morte nos separe – a não ser que obtenhamos uma solução. Mas, mesmo que obtenhamos uma solução, poderemos então descobrir, para nosso deleite, a existência de toda uma família de problemas-filhos, encantadores ainda que talvez difíceis, para cujo bem-estar poderemos trabalhar, com um sentido, até ao fim dos nossos dias". A afirmação de que a origem da ciência está nos problemas é perfeitamente compatível com a prioridade das teorias sobre a observação e os enunciados observáveis. A ciência não começa com a pura observação. A concepção falsificacionista, proporciona uma imagem dinâmica da ciência. O progresso da ciência, exige que as teorias sejam cada vez mais falsificáveis e em consequência tenham cada vez mais informação, exclui no entanto, que se efectuem modificações nas teorias destinadas simplesmente a protegê-las da falsificação ou de uma falsificação ameaçadora. Essas modificações, tal como a adição de mais um postulado sem consequências que não tenham sido já comprovadas, são denominadas de modificações ad hoc. As modificações ad hoc são rejeitadas pelo falsificacionista, no entanto, existe outro tipo de modificações não ad hoc, aceites pelo falsificacionista. Centramos a nossa atenção na seguinte proposição: "O pão alimenta". No entanto, em França, numa determinada região, o trigo que crescia de maneira normal foi convertido em pão normal e a maioria das pessoas que comeu esse pão ficou gravemente doente. A teoria de que "todo o pão alimenta" foi falsificada. Podemos modificar a teoria para evitar a sua falsificação: "Todo o pão alimenta, excepto, aquele que é produzido numa determinada zona de França". Esta é uma modificação ad hoc. A teoria modificada não pode ser comprovada de maneira que não o seja também a teoria original. A hipótese modificada é menos falsificável que a versão original. O falsificacionista rejeita essas acções de retaguarda. Como modificar a teoria de uma maneira aceitável? Da seguinte forma: "Todo o pão alimenta, excepto aquele, cujo trigo é contaminado por um determinado tipo de parasita". Esta teoria modificada, não é ad hoc porque leva a novas comprovações. ,é contrastável de forma independente.
Karl Popper, O Futuro está aberto
1. Qual o critério de demarcação entre teorias científicas e não-científicas?
2. Como devem ser testadas as teorias?
3. Em que consiste uma modificação ad hoc?
3. Segundo o texto, como evoluem as teorias científicas?
O Falsificacionismo. Resumo

Karl Popper e O Falsificacionismo
Propõe um novo critério de demarcação científica distinguindo ciência de pseudo-ciência.
Há certas teorias que dentro deste critério não são consideradas ciência, por exemplo certas teorias da Psicanálise, a teoria de Darwin,(embora posteriormente Popper a tenha considerado científica)
O CRITÉRIO É ESTE: TEORIAS QUE NÃO SÃO FALSIFICÁVEIS NÃO SÃO CIENTÍFICAS:As afirmações que não podem ser falsificadas pela experiência não podem constituir-se como conhecimento científico.
Exemplo: Pode nevar ou não em Praga.
Não é científico
Amanhã à tarde, entre as 15h e as 18h vai nevar em PragaCientífico
Argumentos para validar esta teoria:
Argumento 1As teorias científicas que usam a experiência como confirmação/ verificação tanto podem ser verdadeiras como falsas.
Exemplo: A teoria psicanalítica de Adler diz que todo o comportamento humano pode ser explicado pelo complexo de inferioridade.
O facto 1: O pai bate violentamente no filho – confirma a teoria – quer mostrar superioridade, impelido pela consciência da sua inferioridade.
Facto 2 : O pai é carinhoso com o filho – confirma a teoria – porque o pai revela o seu complexo de inferioridade de modo a suscitar uma reacção contrária no filho.
CONCLUSÃO: Factos contrários são interpretados como confirmando sempre a teoria. Logo estas teorias são vagas, impossíveis de falsificar.
Argumento 2
As teorias mais informativas são as que correm mais riscos de falsificação:
Exemplo: Teoria. Quando a temperatura do ar atinge valores abaixo dos 0 Graus negativos neva.. Entre as 15h e as 18h esta temperatura verificou-se em Praga e Moscovo, logo vai nevar nestes dois lugares. Esta previsão a revelar-se verdadeira não confirma a teoria como verdadeira apenas não a falsifica.
Mas um só facto como nevar em Paris à mesma hora e no mesmo dia quando a temperatura é de 2 Graus, é suficiente para a falsificar.
Cabe ao cientista arriscar previsões para poder testar a sua teoria.
As teorias científicas não podem ser confirmadas pela experiência (porque têm um carácter generalizador e a experiência é sempre finita) mas devem poder ser falsificadas por esta. Permanecem como hipóteses explicativas até ser encontrada uma experiência que as negue, isto é, que não possa ser explicada pela teoria ou que entre em contradição com ela.
As teorias científicas não podem ser confirmadas pela experiência (porque têm um carácter generalizador e a experiência é sempre finita) mas devem poder ser falsificadas por esta. Permanecem como hipóteses explicativas até ser encontrada uma experiência que as negue, isto é, que não possa ser explicada pela teoria ou que entre em contradição com ela.
Por isso as teorias científicas são conjecturas e não verdades, pois são sempre refutáveis. (com possibilidade de)
Conclusão: Quanto mais arriscada, mais informativa, e mais facilmente falsificável for uma teoria científica mais informações nos dá sobre o mundo e mais fiável é (porque resistiu aos testes de falsificação)
Crítica ao método tradicional: a indução
Fonte de toda a investigação e verificação científica, parte dos seguinte pressupostos:
1. Há uma observação neutra e pura
2. É possível registar todo o tipo de dados empíricos.
1. Há uma observação neutra e pura
2. É possível registar todo o tipo de dados empíricos.
Popper refuta estes pressupostos:
Não há observação neutra e pura, porque o cientista selecciona e privilegia na realidade os fenómenos que quer observar e não dá valor a outros.
Toda a observação já tem uma finalidade, já está sujeita a um critério de escolha, a uma hipótese previamente estabelecida.
A forma como se classifica os factos está sujeita a um método prévio de classificação.
Assim o que vamos observar nas formigas não pode ser o mesmo que observamos nos leões.
CONCLUSÃO: O sujeito afecta e selecciona o objecto a observar, logo não há observação neutra, toda a observação já obedece a um problema e a uma teoria prévia.
Podem permanecer como conjecturas, até serem falsificadas.
Não podem constituir-se como verdades inabaláveis.
O método indutivo não é suficiente para provar a universalidade porque por mais casos que se verifiquem é impossível verificar todos e a teoria refere-se a todos.
Propõe-se um método hipotético-dedutivo:
Formulação de hipóteses explicativas para resolver os problemas.
Teste experimental às hipóteses
Teste experimental às hipóteses
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terça-feira, 10 de março de 2009
Prova de avaliação de 13 de Março 2009
1. Análise lógica de um texto.
TEORIA DO CONHECIMENTO
2. Definição de conhecimento.
2.a. Estrutura do acto de conhecer.
2.b. Tipos de conhecimento.
2.c. Elementos constitutivos do conhecimento.
2.d. Condições necessárias e suficientes para o conhecimento.
2.e. A definição tripartida de conhecimento.
2.f. Análise dos Contra-exemplos à definição tripartida.
2. g. A teoria causal como resposta.
2. h. As teorias da justificação: Fundacionismo, Coerentismo e Fiabilismo.
3. Fontes do conhecimento.Definição e exemplos.
4. A possibilidade do conhecimento: O cepticismo.
4.a. Argumentos contra a possibilidade do conhecimento.
5. A resposta cartesiana.
5.a. A dúvida metódica.Definição e Etapas.
5.b. A procura de fundamentos e as crenças básicas.
5.c. As ideias claras e distintas como critério de verdade.Cogito/ Deus/ Distinção Alma/Corpo
5.d. As provas da existência de Deus.
6. A Teoria do conhecimento de David Hume.
6.a. As teses contrárias a Descartes.
6.b. O empirismo: distinção entre impressões e ideias.
6.d. Conhecimento de questões de facto e conhecimento de relação de ideias. (só 11ºD)
6. e. A crítica ao princípio da Causalidade. (só 11ºD)
7. Elaboração de um texto explicativo (aproximadamente 25 linhas)sobre um dos objectivos do trabalho de grupo.
Temas:
I - A justificação do conhecimento.
II - Descartes e o fundacionismo.
III - David Hume e o Empirismo.
IV - Kant e a síntese entre empirismo e racionalismo. O criticismo.
V - Karl Popper e o Falsificacionismo.
VI - A evolução da Ciência: A teoria dos Paradigmas de Kunh e o racionalismo hipotético de Popper.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
Prova de avaliação de 13 de Fevereiro 2009
1. Os problemas da definição do conhecimento:
a. A estrutura do acto cognitivo.
b. Tipos de conhecimento.
c. A definição tripartida do conhecimento.
d. Fundamento da definição tripartida.
e. Objecções a esta definição: Contra-exemplos.
2. O problema da justificação do conhecimento:
a. Teorias da natureza da justificação: Falibilismo e infalibilismo.
b. Teorias internalistas da justificação: Fundacionismo, Coerentismo
c. Teoria externalista da Justificação: Fiabilismo.
3. O problema da possibilidade do conhecimento.
a. O cepticismo radical.
b. Argumentos do cepticismo radical
c. Objecções ao cepticismo.
4. O problema das fontes (origem) do conhecimento.
a. Conhecimento "a priori" e "a posteriori".
b. Conhecimento primitivo e derivado " a priori" e "a posteriori".
5. René Descartes: A fundamentação do conhecimento e as crenças básicas.
a. A dúvida metódica: natureza e finalidade.
b. As etapas da dúvida.
c. A descoberta da primeira "verdade!: O cogito
d. O critério de verdade.
e. As crenças básicas; Cogito ,Distinção Corpo/Alma e Deus
f. Distinção entre crenças básicas e derivadas.
g As provas da existência de Deus.
h. Objecções aos argumentos cartesianos.
a. A estrutura do acto cognitivo.
b. Tipos de conhecimento.
c. A definição tripartida do conhecimento.
d. Fundamento da definição tripartida.
e. Objecções a esta definição: Contra-exemplos.
2. O problema da justificação do conhecimento:
a. Teorias da natureza da justificação: Falibilismo e infalibilismo.
b. Teorias internalistas da justificação: Fundacionismo, Coerentismo
c. Teoria externalista da Justificação: Fiabilismo.
3. O problema da possibilidade do conhecimento.
a. O cepticismo radical.
b. Argumentos do cepticismo radical
c. Objecções ao cepticismo.
4. O problema das fontes (origem) do conhecimento.
a. Conhecimento "a priori" e "a posteriori".
b. Conhecimento primitivo e derivado " a priori" e "a posteriori".
5. René Descartes: A fundamentação do conhecimento e as crenças básicas.
a. A dúvida metódica: natureza e finalidade.
b. As etapas da dúvida.
c. A descoberta da primeira "verdade!: O cogito
d. O critério de verdade.
e. As crenças básicas; Cogito ,Distinção Corpo/Alma e Deus
f. Distinção entre crenças básicas e derivadas.
g As provas da existência de Deus.
h. Objecções aos argumentos cartesianos.
Conhecimento e Justificação (Acetato de aula)
A justificação do conhecimento:
Como justificamos uma crença verdadeira de modo a que essa justificação possa assegurar que temos conhecimento?
Tipos de justificação:
a) Justificamos inferindo de outras crenças, através de um argumento.
b) Justificamos por contacto directo, através dos sentidos. Por experiência directa.
Há dois modos possíveis de a crença verdadeira estar justificada.
a) A justificação implicar a verdade. A crença está justificada, se e só se, essa justificação representar uma prova infalível e implicar necessariamente a verdade da crença. INFALIBILISMO
Objecção: Há poucas crenças das quais possamos ter provas infalíveis e uma justificação inquestionável.
b)A justificação não implica necessariamente a verdade da crença.
Todas as justificações são falíveis e podem revelar-se insuficientes ou questionáveis.
O que significa então dizer que uma crença verdadeira está justificada? Como podemos então saber se a justificação serve ou não para concluir que temos conhecimento?
Três teorias sobre a natureza da justificação. A que condições deve obedecer uma justificação para poder ser considerada enquanto tal.
INTERNALISTAS ____________________FUNDACIONISMO
COERENTISMO
EXTERNALISTAS_____________________FIABILISMO
Os INTERNALISTAS: consideram que tem que haver um estado de espírito, um estado mental no sujeito que corresponda a uma evidência.
FUNDACIONISTAS: Justificamos uma crença por intermédio de outra. Justificamos que vai chover porque o céu está coberto de nuvens. Justificamos que Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia, através da crença nos historiadores. Há sempre uma crença básica que serve para justificar, por inferência outra menos básica. Há portanto CRENÇAS FUNDANTES, que elas próprias não precisam de ser fundadas por outras, auto-justificam-se.
Objecção: As chamadas crenças fundantes podem ser falíveis. Exemplo, os sentidos. Ou podem ser tão vagas que dificilmente poderemos delas inferir outras. Ou podem resultar de uma petição de princípio.
COERENTISTAS: Não existem crenças fundantes mas um sistema coerente de crenças que se justificam umas às outras. Uma crença está justificada se integrar um sistema coerente de crenças e não apresentar aspectos contraditórios (não integrantes no sistema). Para haver uma compreensão adequada do mundo o nosso conjunto de crenças deve ser tão consistente e completo quanto possível. Os indícios que suportam uma crença não podem ser anulados por outras crenças que consideramos verdadeiras.
Objecção: Haverá apenas um sistema de crenças coerentes sobre o mundo? Por vezes uma crença é verdadeira num sistema coerente de crenças e falsa em outro sistema.
TEORIA EXTERNALISTA DA JUSTIFICAÇÃO: FIABILISMO
Estas teorias exigem que a condição de justificação obedeça a um processo que estabeleça uma relação fiável com o objecto da crença.
Se a justificação resulta de um raciocínio confuso, de um desejo, de um pressuposto não fiável, um palpite. Então a crença não está justificada porque o processo pelo qual o obtemos não é seguro ou fiável.
Os processos fiáveis que podem constituir uma justificação têm de ser perceptivos (observação directa e próxima, que evite enganos), recordações, boas inferências.
Objecção: Quais os critérios pelos quais podemos ter a certeza de que um processo é fiável. Essas condições podem não ser claras.
Como justificamos uma crença verdadeira de modo a que essa justificação possa assegurar que temos conhecimento?
Tipos de justificação:
a) Justificamos inferindo de outras crenças, através de um argumento.
b) Justificamos por contacto directo, através dos sentidos. Por experiência directa.
Há dois modos possíveis de a crença verdadeira estar justificada.
a) A justificação implicar a verdade. A crença está justificada, se e só se, essa justificação representar uma prova infalível e implicar necessariamente a verdade da crença. INFALIBILISMO
Objecção: Há poucas crenças das quais possamos ter provas infalíveis e uma justificação inquestionável.
b)A justificação não implica necessariamente a verdade da crença.
Todas as justificações são falíveis e podem revelar-se insuficientes ou questionáveis.
O que significa então dizer que uma crença verdadeira está justificada? Como podemos então saber se a justificação serve ou não para concluir que temos conhecimento?
Três teorias sobre a natureza da justificação. A que condições deve obedecer uma justificação para poder ser considerada enquanto tal.
INTERNALISTAS ____________________FUNDACIONISMO
COERENTISMO
EXTERNALISTAS_____________________FIABILISMO
Os INTERNALISTAS: consideram que tem que haver um estado de espírito, um estado mental no sujeito que corresponda a uma evidência.
FUNDACIONISTAS: Justificamos uma crença por intermédio de outra. Justificamos que vai chover porque o céu está coberto de nuvens. Justificamos que Vasco da Gama descobriu o caminho marítimo para a Índia, através da crença nos historiadores. Há sempre uma crença básica que serve para justificar, por inferência outra menos básica. Há portanto CRENÇAS FUNDANTES, que elas próprias não precisam de ser fundadas por outras, auto-justificam-se.
Objecção: As chamadas crenças fundantes podem ser falíveis. Exemplo, os sentidos. Ou podem ser tão vagas que dificilmente poderemos delas inferir outras. Ou podem resultar de uma petição de princípio.
COERENTISTAS: Não existem crenças fundantes mas um sistema coerente de crenças que se justificam umas às outras. Uma crença está justificada se integrar um sistema coerente de crenças e não apresentar aspectos contraditórios (não integrantes no sistema). Para haver uma compreensão adequada do mundo o nosso conjunto de crenças deve ser tão consistente e completo quanto possível. Os indícios que suportam uma crença não podem ser anulados por outras crenças que consideramos verdadeiras.
Objecção: Haverá apenas um sistema de crenças coerentes sobre o mundo? Por vezes uma crença é verdadeira num sistema coerente de crenças e falsa em outro sistema.
TEORIA EXTERNALISTA DA JUSTIFICAÇÃO: FIABILISMO
Estas teorias exigem que a condição de justificação obedeça a um processo que estabeleça uma relação fiável com o objecto da crença.
Se a justificação resulta de um raciocínio confuso, de um desejo, de um pressuposto não fiável, um palpite. Então a crença não está justificada porque o processo pelo qual o obtemos não é seguro ou fiável.
Os processos fiáveis que podem constituir uma justificação têm de ser perceptivos (observação directa e próxima, que evite enganos), recordações, boas inferências.
Objecção: Quais os critérios pelos quais podemos ter a certeza de que um processo é fiável. Essas condições podem não ser claras.
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